LUTA

Candiota sedia audiência pública em favor de uma faculdade de Medicina em Bagé

Evento lotou o plenário da Câmara de Vereadores local na última terça-feira (8)

Vereador bageense Augusto Lara, vereadores Guilherme Barão e Fabrício Moraes (Bibi) e a secretária de Educação Giselma Pereira compuseram a mesa dos trabalhos Foto: J. André TP

Estudantes (principalmente da escola estadual de ensino médio Oito de Agosto), professores, diretores de escolas, lideranças locais e vereadores da região (Bagé, Aceguá e Hulha Negra), compuseram basicamente o público que lotou as dependências da Câmara de Vereadores de Candiota na noite da última terça-feira (8), quando foi realizada uma audiência pública para fortalecer a luta pela implantação de uma faculdade de Medicina em Bagé.

O movimento iniciado em 2009 pelo Legislativo bageense e que chegou muito perto de sua concretização em 2013, sofreu revés, quando o Ministério de Educação (MEC) negou o pedido para que o campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) de Bagé, recebesse a faculdade. Na época, o ministério autorizou a instalação em Uruguaiana.

Contudo, este ano, por iniciativa do vereador Augusto Lara (PDT) – sobrinho do atual prefeito de Bagé Divaldo Lara (PTB) e que no passado já havia empunhado a bandeira -, a luta foi retomada. A Câmara bageense criou uma comissão especial e realizou uma audiência pública. Depois, as demais câmaras da região também criaram comissões especiais para tratar do assunto.

Assim, Candiota foi a primeira cidade após Bagé a realizar uma audiência pública para debater o tema. Proposta pelo vereador Fabrício Moraes, o Bibi (PMDB), a Comissão em Candiota também é formada pelos vereadores Ataides da Silva (PT) e Dinossani Pech (PSDB).

Com a presença do vereador Augusto Lara e da secretária de Educação de Candiota, a audiência foi presidida pelo presidente da Câmara, vereador Guilherme Barão (PDT). Augusto Lara parabenizou Candiota pela iniciativa e reiterou o caráter da luta. “Não é apenas uma faculdade de Medicina e sim geração de empregos e desenvolvimento para toda a região”, enfatiza.

A secretária Gilsema Pereira destacou que a luta parte dos legislativos, mas tem o aval também das prefeituras e das comunidades. “Represento aqui o prefeito Adriano dos Santos, que avaliza em nome do Executivo esta bandeira, além do que estamos em busca também de viabilizar ensino superior em Candiota”, disse.

O vereador Fabrício lembrou que há poucos dias o MEC liberou a implantação de faculdades de Medicina em São Leopoldo, Novo Hamburgo e Erechim. “Portanto não há razão de também não liberar para Bagé”, enfatizou, lembrando que no fim deste mês, uma comitiva regional estará em Brasília tratando do assunto.

PÚBLICA OU PRIVADA? – Não há definição por parte do movimento, se a implantação da faculdade seja pública ou privada. Durante a audiência em Candiota, houve tencionamento para a luta seja para uma faculdade pública, vinculada a Unipampa, no sentido de permitir que as pessoas pobres também tenham acesso ao curso.

O vereador Augusto destacou que desde que se reiniciou a luta, a primeira instituição a ser procurada foi a Unipampa, entretanto faz cinco meses que, segundo ele, o gabinete dele tenta uma audiência com a reitoria, mas não obtém resposta. Ele afirmou que as reitorias da Universidade da Região da Campanha (Urcamp) e Faculdades Ideal foram solícitas e estão contribuindo com o processo. “Nós também pensamos que a faculdade deva ser pública, entretanto se for privada, há maneiras de garantirmos o acesso dos mais pobres, através de programas como o Prouni e Fies. O importante é que tenhamos a faculdade”, pondera.

Plenário da Câmara lotou para a audiência Foto: J. André TP

 

 

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