De volta ao cotidiano

A Copa do Mundo acabou para o Brasil conforme o previsível. Em maio escrevi nesta coluna, “Dizem os da imprensa que somos favoritos. Pelo menos, somos um dos favoritos. Não somos. Nossa defesa é fraca, o meio de campo não é lá essas coisas e o ataque é do mesmo nível que o de várias equipes. Como Copa é torneio e torneio é momento, pode dar qualquer coisa, até o Brasil ganhar”. Não deu.
Alguns que promoveram a Copa por interesses econômicos, até mostram a Rússia como um país maravilhoso. Parece que por lá tudo são flores. Estes, até se animam a fazer algumas críticas, construtivas, como se isto fosse possível, em relação ao nosso pedante treinador. Pedante é por minha conta. É como podemos definir “o que se expressa ostentando cultura e erudição”. No popular, falando Tite é um mala. Tínhamos também um craque que, não por acaso, virou piada planetária. Um time com vários jogadores que nem mesmo são titulares incontestáveis nos seus times. Achei que Geromel seria titular. Também cometo meus erros de prognóstico.
Na final, deve dar França, mas como futebol sempre dá uma oportunidade ao mais fraco, a Croácia pode vencer. Com uma população pouco maior que a do Uruguai, a Croácia tem uma geração que, como a da Hungria, em 1954, ou a da Holanda, em 1974 e 1978, ficará registrada na história por um ou outro momento.
Parece-me, e não fiz uma pesquisa para ter certeza, que esta Copa do Mundo movimentou o mundo de forma muito mais impactante que a Copa no Brasil, apesar de todos os escândalos que atingiram a FIFA nos últimos anos. Multidões nas ruas de diversos países do mundo a cada jogo, assistindo em lugares públicos os jogos. O futebol ganhou um tamanho extraordinário, e outros esportes perderam espaço, entre eles o vôlei e o basquete. Vamos ver a próxima Olimpíada. A última, realizada no Rio de Janeiro, deverá ser facilmente superada. O mundo não veio ao Rio, com medo da violência.
Por aqui, o último final de semana foi movimentado, juízes e desembargadores vinculados ao PT e ao PSDB movimentaram o noticiário. Estavam se achando relegados ao segundo plano pelo noticiário da Copa. Solta Lula, prende Lula. Teve juiz que se esqueceu que estava de férias, “o caso é meu”, e desembargador que desafiou a lógica, e parece que até as Leis, mas se mostrou fiel. Como numa mensagem que recebi, acabou a Copa, dizia Temer com ar desolado, agora vão voltar a falar de política.

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