ÁGUA

Prefeitura de Pinheiro Machado esclarece denúncia e diz que servidor não tinha prerrogativas para interditar poços

Prefeitura afirma que as escolas Passo do Machado
(foto) e São João Batista serão contempladas com o programa Água Para Todos Foto: Arquivo TP

A Prefeitura de Pinheiro Machado, através da sua assessoria de comunicação, emitiu uma nota contendo vários esclarecimentos em relação à denúncia feita em redes sociais na semana passada pelo funcionário da Prefeitura, Olício Silveira Lopes, em que ele afirma ter interditado de forma cautelar os poços que fornecem água para consumo humano nas escolas e unidades básicas de saúde (UBSs) das localidades de Passo do Machado e São João Batista. Olício afirma textualmente que há fezes e urina nas águas.

Pontuando seus esclarecimentos em seis tópicos, a Prefeitura trata a denúncia como um boato de redes sociais. “O boato tem origem em uma postagem feita em redes sociais por um servidor da Prefeitura que atuava, até sexta-feira (28 de julho), como fiscal da Vigilância Sanitária no município”, destacou no primeiro item.

Logo em seguida, o esclarecimento elucida que o servidor, durante o período em que estava no exercício da função, em momento algum, notificou a Secretaria Municipal de Educação sobre a suposta contaminação da água. E enfatiza em seguida, que no sábado (29 de julho), ele já não possuía mais prerrogativas para realizar qualquer tipo de interdição.

Contudo, de qualquer forma, por motivo de precaução, os bebedouros das escolas São João Batista e Passo do Machado foram lacrados, sendo que as águas passarão por análise. A água consumida por alunos e servidores está sendo fervida, ou filtrada, segundo informa a prefeitura, sendo que nas UBSs, há água mineral disponível, tanto para o consumo das equipes, quanto para a lavagem de utensílios.

Ainda, conforme a Prefeitura, as escolas municipais Passo do Machado e São João Batista receberão em breve cisternas com placas de cimento e capacidade para armazenar 52 mil litros de água, através do Programa Água Para Todos – Universalização de Acesso à Água nas Escolas Rurais do Rio Grande do Sul.

Sobre o afastamento de Olício das funções de fiscal, a Prefeitura justifica que ele é motorista concursado da Secretaria de Obras e estava em desvio de função. “Por fim, cabe salientar que a devolução de servidores em desvio de função aos órgãos de origem busca reduzir, no futuro, o número de ações judiciais movidas contra a Prefeitura. Somente no primeiro semestre do ano, R$ 181 mil foram pagos em precatórios e demais sentenças condenatórias. É dinheiro que deixa de ser investido em saúde, educação e infraestrutura rural e urbana”, conclui a nota de esclarecimento.

O vereador Fabrício Costa (PSB), pediu na última sessão, para que o servidor seja convocado pelo Legislativo a dar esclarecimentos sobre o caso, assim como a Prefeitura.

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