DESENVOLVIMENTO

Missão técnica se prepara para ir à China mostrar potencialidades da região

Este será apenas o início de uma aproximação com o gigante asiático. Proximidade com o Porto de Rio Grande e o carvão mineral são grandes potenciais da região, segundo especialista

Esta semana, o consultor e especialista em China, Vladimir Milton Pomar fez uma exposição para integrantes do Cideja, na Câmara de Candiota Foto: Maria Leonora Lehr TP

A região se prepara para realizar, entre outubro e novembro deste ano, uma missão técnica à China com o objetivo de mostrar os potenciais locais e tentar atrair investimentos chineses para cá. 

A missão deve integrar empresários, entidades, prefeituras da região e universidades. O principal roteiro será visitar a Feira de Importação de Xangai, que é um evento onde a China abre as portas para compra de produtos do mundo todo. 

Nesta semana, o consultor Vladimir Milton Pomar, que é professor, geógrafo e especialista em China esteve na região para contribuir no processo de organização dessa aproximação da região com o gigante asiático. Pomar está prestando a consultoria para a Prefeitura de Bagé e para o Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja).

Ele esteve em Candiota durante esta quarta-feira (5), quando a integrantes do município do Cideja, enfatizou que a viagem é parte de um processo que ainda é longo e precisa de muito trabalho para dar resultados. Ele avalia que a região possui duas coisas fundamentais para fazer negócios com a China, que são a proximidade com o Porto de Rio Grande e o carvão mineral, se pensando num Polo Carboquímico. Pomar ainda lembrou que Candiota, por exemplo, já teve uma experiência fantástica de investimento chinês, que foi a Fase C da Usina de Candiota. “Agora é um momento de ouvirmos a região. A viagem é de menos, é apenas um detalhe do processo. É um primeiro contato de um longo caminho a ser percorrido para o reforço que se pretende no desenvolvimento regional. Não é algo fácil, porque competimos com outras regiões gaúchas, brasileiras e do mundo. Mas aqui temos a vantagem da proximidade do Porto de Rio Grande e o carvão. Porto mais carvão é igual polo carboquímico e ele que nos trará os investimentos mais robustos. O restante vem depois”, avalia Pomar.

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