Está organizado para o dia 1º de outubro o processo licitatório para contratação da empresa responsável pela reforma e revitalização do prédio Sabor da Hulha. Localizado junto ao trevo de acesso ao município pela BR-293, pela avenida Hugo Canto, o projeto prevê a revitalização do espaço para a implantação do Centro de Comercialização de produtos oriundos da agricultura familiar no município em uma área de quase 200 metros quadrados.
Sabor da Hulha, a marca que nos orgulha foi inaugurado em 1998 para valorizar a produção das agroindústrias e agricultores da cidade de Hulha Negra, pelo prefeito Fernando Campani ainda em seu primeiro mandato como chefe do Executivo. A ideia de revitalização do espaço já havia sido anunciada logo nos primeiro dias de governo da atual gestão durante uma reunião com a presença de integrantes da Associação das Agroindústrias Familiares de Hulha Negra, que na ocasião tinha a frente Eliziane Outeiro, Tia Zane, como responsável. Na oportunidade, Campani havia também informado que ao entrar em funcionamento novamente, a Central Sabor da Hulha seria conduzia por uma gestão compartilhada através de um Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura e a Associação das Agroindústrias Familiares, permitindo a comercialização da produção das agroindústrias e da agricultura famliar.
O projeto de reforma e revitalização é da arquiteta e urbanista Sabrina Leitzke, contemplando hall de entrada, área de exposição, setores de hortifruti, laticínios e embutidos, panificados e confeitaria, artesanato, atendimentos e pedidos, cozinha, sanitários masculino, feminino e fraldário, depósito de material de limpeza, setor administrativo e caixa, área de reservatório e manutenção, quiosques de convivência e com churrasqueiras e área para câmara fria.
SOBRE OS RECURSOS

Para o projeto, segundo o coordenador do Setor de Projetos, Adriano dos Santos, o recurso é de uma consulta popular de 2023 destinado inicialmente para uma área central de cidade. “Tínhamos que indicar uma matrícula e que tinha previsão de instalação não era livre. Conseguimos ajustar junto a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado para que fosse retomado esse recurso, rediscutido e reorganizado, tanto no que se refere a matrícula quanto ao modelo. Foi feita uma reformulação arquitetônica de todo o prédio existente e o projeto foi aceito, assim como a matrícula do prédio junto ao trevo. Agora aguardamos a licitação para o andamento do processo”.
Conforme Adriano, o recurso destinado para o Centro de Comercialização ultrapassa os R$ 450 mil, sendo R$ 200 de contrapartida do Estado e R$ 256,4 mil (256.473,70) do município. “Devido a sua importância e a necessidade da reforma e de ampliação para atender a demanda da agricultura familiar do município, da Associação que vai coordenar lá e vai colocar os produtos do município à venda naquele local, o prefeito definiu a contrapartida maior que o repasse do Estado, de forma a atender a demanda necessária”, explicou.
PROMESA E CELAGRI

Projeto prevê diversos ambientes, incluindo administração, câmara fria, espaços para comercialização e área externa com quiosques
Em material encaminhado pelo prefeito Fernando Campani, foi informado que há intenção de criação futura de uma pequena Central Logística de Abastecimento Oriundo da Agricultura Local (CELAGRI), uma espécie de ponto de oferta com hora e dia programado para operar junto à futura Central Sabor da Hulha para oferecer produtos em caráter híbrido, atacadista e varejista. “O Celagri vai ser um ponto de oferta semiatacadista de produtos da agricultura oriundos da lavoura, tais como melancia, abóboras, pepinos, frutas e grãos que vem da lavoura, e também vai fazer conexão com o Programa Municipal do Campo à Mesa (Promesa), uma espécie de PAA (Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal) Municipal para compra e doação simultânea e ampliar as possibilidades de mercado para os nossos produtores”, explicou o prefeito Fernando Campani, afirmando que o projeto de lei que institui o Promesa e cria a Celagri deverá ser encaminhado ainda neste mês de setembro ao legislativo, dentro do Pacote Desenvolvimentista programado pelo Executivo Municipal.

Atual prédio não está usado para destinação inicial, quando inaugurado em 1998 na gestão anterior do prefeito Fernando Campani
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