DIA DO (A) PROFESSOR (A)

Transformar vidas: professora de Candiota já alfabetizou crianças e formou alunos no ensino médio

Foto: Arquivo pessoal

Andrea Cabreira de Oliveira, de 57 anos, hoje trabalha na escola Jerônimo Mércio da Silveira

Celebrando a importância destes profissionais e seu papel fundamental na sociedade, o dia 15 de outubro é destinado aos professores e professoras do Brasil. Na região, a professora Andrea Cabreira de Oliveira, de 57 anos, que já trabalhou em Pinheiro Machado e hoje atua em Candiota, faz parte de muitas histórias, tendo alfabetizado crianças e também formado alunos no ensino médio. 

Nesta edição, ela contou ao TP sobre sua trajetória, felicidades e desafios ao longo da jornada pedagógica. 

A PEDAGOGIA

Andrea, que mora em Pinheiro Machado, disse sempre gostar e admirar a profissão, mas por outras circunstâncias ficou por 15 anos trabalhando na empresa de seu pai até ser incentivada por familiares e amigos, através do polo pinheirense de educação da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), a iniciar sua graduação em Pedagogia. 

“No início foi um desafio grande. Era muito puxado, na época não havia Internet e era muita leitura, oficinas e trabalho. Tive professores maravilhosos que me motivaram a continuar”, comentou Andrea. 

Formada em 2003, seu primeiro contato com a sala de aula foi como professora substituta na Escola Municipal de Ensino Fundamental (E.M.E.F) Manoel Lucas Prisco, de Pinheiro Machado. Com o tempo, Andrea trabalhou em outras instituições de ensino. 

EM CANDIOTA

Por quase dois anos, Andrea esteve como diretora na já extinta escola Santa Lúcia, no interior de Candiota Foto: Arquivo pessoal

Andrea explicou ao TP que sua jornada em Candiota teve início em 2011, quando foi convocada pelo Estado para lecionar na, já extinta, escola Santa Lúcia, no interior do município. “Tive um desafio muito grande. Lá foi onde realmente aprendi que ser professor vai além da sala de aula”, afirmou. 

No educandário ela atuou por quase dois anos como diretora. “Além de dar aulas para alunos do 1º ao 5º ano, também fazia merenda, limpava e fazia todo trabalho burocrático. Foi um aprendizado que levarei pra vida”, afirmou.

Em 2015, Andrea começou a dar aulas como alfabetizadora na Escola Estadual de Ensino Médio (E.E.E.M) Jerônimo Mércio da Silveira, onde está até hoje. Em 2017, foi supervisora do colégio e posteriormente passou a ser professora no ensino médio, dando aulas de filosofia e sociologia. “Foram experiências diferentes mas com propósitos parecidos: transformar vidas. Acredito que consegui atingir um pouco o coração de cada aluno que passou na minha vida. Hoje tenho alunos que alfabetizei e também formei no ensino médio e isso não tem preço”. Atualmente, Andrea ministra aulas do 3º e 5º ano do ensino fundamental.

DIFICULDADES E CONSELHOS

Questionada sobre as mudanças nos modelos de ensino, Andrea fala em resiliência. “Hoje em dia nós professores enfrentamos muitos desafios, pois os tempos mudaram e precisamos nos adaptar a essa realidade. Vejo professores descontentes pela falta de valorização, condições melhores de trabalho, muita burocracia e pouco tempo para planejamento, mas nada disso impede o professor de acreditar que ainda é possível mudar essa situação”. 

Como mensagem para futuros profissionais da área, Andrea fala das alegrtias que a profissão traz, apesar dos obstáculos. “Você será em muitos momentos, injustiçado. Mas se abrir seu coração, verá que muitos alunos valem a pena quando estão dispostos para  aprender e tomam você como uma ótima referência, muitas vezes até mais que os próprios pais. Não julgue, não pense que vai ficar milionário. Serás rico em cativar o coração de muitos e disseminar positivamente valores que estão além do conteúdo em sala de aula.”

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