FUTEBOL FEMININO

As Minas de Candiota denunciam Flamengo de São Pedro por escalação irregular no Gauchão

Flamengo de São Pedro teria usado uma jogadora com o nome de outra na partida

As Minas jogaram contra o Flamengo, em Tenente Portela Foto: Divulgação

Na última terça-feira (11), o time As Minas de Candiota denunciou o Flamengo de São Pedro ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e informado à Federação Gaúcha de Futebol (FGF). O relato é de que a equipe de tenente Portela teria utilizado uma jogadora em situação irregular durante a partida, realizada em 2 de agosto. 

Na ocasião, a partida encerrou com a vitória do Flamengo por 4 x 0. O jogo, que foi a primeira rodada do Gauchão, também simbolizou a estreia do time As Minas de Candiota no campeonato.

ENTENDA

O caso estaria envolvendo a zagueira Biancca Macedo de Paula, 20 anos, que segundo a denúncia, não estaria regularizada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na data da partida. 

Conforme divulgado pelo GZH e relatado ao TP pelo técnico da equipe candiotense, Cléo Moura, Biancca só teria aparecido no site da entidade na última segunda-feira (10) e portanto, só poderia jogar no próximo domingo (16), quando o Flamengo enfrenta o Futebol com Vida. 

De acordo com a denúncia, a jovem foi escalada para representar as Gurias do Yucumã na primeira rodada e escolhida como capitã do time. Na ocasião, supostamente teria entrado em campo utilizando o nome de Bianca Leticia Padilha, que integra a categoria sub-20. 

A situação será analisada pelo tribunal. Se confirmada a troca de identidade, o clube e as jogadoras serão julgados. Segundo apurado pelo TP, as jogadores correm risco de suspensão e a equipe de perder pontos no Gauchão Feminino. 

Em conversa com o TP, Cleo explicou que acompanha regularmente o BID para analisar as adversárias das partidas. “Dessa forma vemos quem vamos enfrentar e na segunda a noite, uma pessoa de outro clube me ligou dizendo que tinha uma irregularidade, que a Biancca, capitã do time, tinha jogado com o nome de outra Bianca. Fui verificar e eram pessoas totalmente diferentes. Eu tinha fotos salvas e pude comparar as duas meninas. Nós trabalhamos dentro da legalidade e a gente quer que as regras sejam seguidas. Em momento nenhum queremos prejudicar alguém, mas viajamos 13h para ir e mais 13h para voltar e uma menina que não estava regularizada joga normalmente? Não, queremos que tudo aconteça de forma correta. O futebol feminino precisa ser tratado com seriedade para não haver discriminação ou virar bagunça”.

CONTRAPONTO

Em nota enviada a GZH nesta quinta (13), a direção do Flamengo alega que houve “o ocorrido tratou-se de um equívoco estritamente operacional/administrativo no processo de preenchimento de sumula e conferência da lista da partida, sem qualquer intenção de dolo, fraude ou de obter vantagem desportiva indevida”, dizendo que a atleta não agiu de má fé, que apenas cumpriu as orientações da equipe.

Na nota, o clube ainda afirma que “já está reunindo a documentação e prestará todos os esclarecimentos necessários às instâncias competentes no momento oportuno, confiando no pleno restabelecimento da verdade.”

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