Prefeito Folador e seu vice Marcelo entregaram ao presidente da Câmara, Gildo Feijó, o PL do reajuste Foto: Reprodução TP
A polêmica decisão do governo de Candiota em não dar qualquer índice de reposição em 2025, sob a alegação de restrições financeiras, foi recompensada com o protocolo na Câmara, no fim da última semana, do projeto de lei (PL) 70/2026, que fixa o novo Piso Municipal de Salário (PMS). O protocolo da proposta foi feitra pessoalmente pelo prefeito Luiz Carlos Folador (MDB) e seu vice Marcelo Gregório (PSD), tendo sido recebida pelob presidente da Câmara, Gildo Feijó (MDB).
Tanto a bancada governista, como a de oposição comemorou o início da tramitação do PL. Segundo a proposta, haverá 10% de reajuste no PMS, sendo 4,95% referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período de março de 2024 a fevereiro de 2025, e 3,75% referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026, além de 1,3% de aumento salarial (ganho real), a ser implementado nas remunerações a partir de 1º de abril. O PMS passa a ser de R$ 1.055,49. O projeto já baixou para a análise das comissões técnicas.
VICE E CCs
Como manda a legislação, os chamados agentes políticos: prefeito, vice, secretários, secretárias, procuradora-geral e cargos em comissão (CCs) também têm direito a reposição salarial. Contudo, pela opção da gestão, o prefeito Folador não será contemplado, sendo que os demais receberão apenas o índice referente a janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, que foi de 5,62%. Esses reajustes estão previstos nos projetos de leis, também já em tramitação, nºs 69 e 71/2026.
Com os novos índices, vice-prefeito, secretários, secretárias e a procuradora jurídica irão passar a receber bruto mensalmente R$ 9.484,67. Já os CCs, que são divididos em categorias, receberão bruto R$ 4.171,98 como assessor; R$ 5.006,44 como chefe; R$ 5.840,76 como diretor, e R$ 8.344,05 como gestor.
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