Atividades fazem parte da oficina da Caravana Mr. Bolhas na região. Em Pinheiro Machado programação acontece na próxima semana
A Caravana Mr. Bolhas chegou na região para levar sua arte. As oficinas iniciaram por Candiota na segunda-feira (26) e Hulha Negra (27). O projeto cultural, que teve mais atividades em Candiota durante a semana e na próxima acontece em Pinheiro Machado, percorrerá também outras cidades do Rio Grande do Sul com duas oficinas: a de Produção de Brinquedo Artesanal de Bolhas Gigantes e de Produção de Audiovisual com smartphones.
A Caravana Mr. Bolhas: Cultura Popular nos Territórios é contemplada pelo Edital PNAB nº 27/2025 – Culturas Populares, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura.
O projeto é desenvolvido pelo candiotense criado em Seival, Gabriel Bonilha. Conforme o diretor executivo do projeto, jornalista e produtor cultural, voltar a Candiota, trazendo essa atividade é uma forma de agradecimento. Hoje, residente em Porto Alegre, ele conta que desenvolveu o brinquedo em um momento que foi acometido por depressão e que passou assim, a estudar cada detalhe dos materiais a serem utilizados, desde os fios até o tipo de detergente, peso, tudo obedecendo aos critérios e idade. “É uma brincadeira que foi adaptada para o contexto educacional e pedagógico, para que as crianças possam desenvolver habilidades e também interagir entre elas e com seus responsáveis, diante de um mundo tão tecnológico e corrido para todos”, destacou ele.
DESENVOLVENDO HABILIDADES

Gabriel Bonilha ensinou o passo a passo do brinquedo Foto: Silvana Antunes TP
Na oficina de produção de brinquedos, as crianças realizaram todo o passo a passo do brinquedo: elaboraram as varetas com os cordões, um processo que desenvolve a concentração e a coordenação motora fina, além da integração com as demais crianças. Após interagiram ao ar-livre fazendo as bolhas gigantes, momento que gerou muita diversão e alegria.
Em Candiota a atividade aconteceu no Clube de Mães Cleci, com crianças de todas as idades. Conforme Juliana Medeiros, que levou as filhas Millena e Mirella, a oficina superou as expectativas. “Foi muito além do que eu imaginava, elas têm a possibilidade de se divertirem e interagirem, adorei, que a gente possa ter mais oportunidades de participar de ações como essa”, ressaltou a mãe. Para a filha de 9 anos, o brinquedo também foi surpreendente: “Foi muito legal, amei fazer as bolhas gigantes, tenho a maquininha de bolhas em casa, mas fazer tudo isso é muito melhor”, destacou Millena.
As portas da Escola Rural Santa Fé também foram abertas para a oficina. “Eu quero fazer muitas e muitas bolhas”, falou Apolo Alves de Carvalho, de 5 anos, aluno do Pré I, ansioso pela prática e encantado ao conquistar o resultado. Para a professora Ana Lúcia Ballinhas, a atividade foi encantadora. “Foi muito interessante, pois além de ser uma atividade lúdica, que trabalha a coordenação motora, resgata esse brinquedo que é antigo e divertido”, complementou.

Hulha Negra recebeu a Caravana na Escola Estadual de Ensino Médio Manoel Lucas de Oliveira, na Trigolândia, e no Centro de Referência em Assistência Social (Cras). Um momento atípico tirou os estudantes, na maioria de turno integral, da rotina. “Foi ótima a oficina, para nós que ficamos aqui o dia inteiro, exercemos a paciência para montar o brinquedo e depois para fazer as bolhas, adorei”, contou Micael Araújo.
O diretor José Ciríaco Dutra, enfatizou que as oficinas foram altamente produtivas e que as atividades com bolhas, por exemplo, podem gerar uma aula de física para explicar como elas se formam e movimentam. “A educação é um conjunto complexo e devemos pensar em formar o aluno como pessoa integralmente, e ações como essa são altamente produtivas e só temos a agradecer”, destacou.

Na sede do município, ao realizarem a atividade ao ar-livre, as crianças demonstraram muito entusiasmo. “Nossa é muito legal tudo isso, nem se compara em quando a gente brinca com as maquininhas de bolha, fazer é muito melhor”, descreveu Mellyssa Bandeira de 9 anos, aluna da Escola Monteiro Lobato.
A professora da turma Ana Lúcia Soares, complementou avaliando de forma positiva a participação. “Estou maravilhada, eles participaram do começo ao fim e aprenderam principalmente como valorizar um brinquedo, já que eles próprios construíram”, encantou-se ela.
APRENDIZADO QUE VAI PARA A PRÁTICA

No audiovisual, alunos aprenderam várias técnicas Foto: Nadiane Momo/ Especial
Entre as participantes de perfis e habilidades distintas com produção de audiovisual de Candiota, está Helena de Lima Gonçalves, que é iniciante no trabalho de Youtuber e mantém seu próprio canal, onde posta vídeos da igreja que participa além das suas apresentações como cantora gospel. “Muito legal, divertido e diferente. Estou aprendendo para melhorar os meus vídeos”, comemorou ela que ficou responsável pela câmera vertical. Os participantes puderam aprender na prática noções de enquadramento, luz, som e imagem.
Os alunos também viram na oficina uma oportunidade de aperfeiçoamento. “Não sabemos todas as necessidades que envolvem a produção e nem os equipamentos necessários, por isso foi tão interessante até mesmo para fazermos nossos vídeos com mais criatividade”, finalizou João Vitor Ferreira, de 16 anos, que já trabalha na produção de lives com um amigo em Hulha Negra.
Percebendo o entrosamento dos alunos na oficina de produção audiovisual que teve como entrevistada a artesã e pintora Vera Lúcia Acosta de Souza que contou sobre sua história de vida e seu trabalho a vice-diretora Ana Cláudia Winter falou sobre a oficina. “Contribuiu muito para o engajamento entre os alunos, fomentando a vontade de permanência na escola e oportunizando o acesso a outras falas”, enalteceu.
A Árvore Grande também foi cenário para a oficina de produção de audiovisual. “Eles conseguiram ver como é a organização e os bastidores de uma entrevista e ver que tudo funciona como uma equipe”, destacou a professora Vanessa Moreira. Na ocasião a entrevista para o webdocumentário aconteceu com lza Leitzke que compartilhou suas vivências na gastronomia e confeitaria como realizadora de muitos cafés coloniais da Festa do Colono de Hulha Negra.
Em Candiota a oficina de produção de audiovisual aconteceu na Secretaria da Mulher, LGBTQIAPN+ e Igualdade Racial, oportunidade em que foram apresentados os processos de gravação e edição de vídeos. Eles entrevistaram a artesã e produtora rural Eraci Schwert, moradora do interior do município.
Na Escola Santa Fé a protagonista foi a professora Nalva Soares, que é pedagoga e tem uma destacada atuação como professora rural. Para Kassiely Maciel, de 15 anos, a oficina foi produtiva. “Gostei muito de aprender sobre tudo que envolve uma gravação, mas também foi importante a escuta, ouvir a história da nossa professora foi emocionante e motivador”, ressaltou a jovem que nos trabalhos com vídeo da turma gosta da parte de edição.
PINHEIRO MACHADO
No município, atividades estão programadas para os dias 4 de novembro, na EMEF Ana Teresa da Rosa e EMEF Ermírio José de Morais; 5 na EMEF São João Batista e dia 6 no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
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