MAIS UMA ETAPA

Realizada sondagem do solo para finalização do projeto da obra da nova escola Jerônimo em Candiota

Próximo passo é a realização da licitação

Empresa realizando a verificação do solo Foto: Divulgação CROP

Neste mês de julho aconteceu mais uma etapa do processo que visa a construção de um novo prédio para abrigar a Escola Estadual de Ensino Médio Jerônimo Mércio da Silveira, em Candiota. Uma empresa contratada pelo Estado realizou no terreno da escola interditada, localizada na Vila Residencial, a sondagem da área para verificação da profundidade do solo.

Em entrevista ao Tribuna do Pampa, a responsável pela 13ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Carmem Bueno, lembrou que esta é a última etapa antes do processo de publicação da licitação para escolha da empresa que irá realizar a construção. “Essa parte foi finalizada, agora aguardamos a próxima etapa”.

Ao TP, o engenheiro responsável pela Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP), de Bagé, César Vasconcellos, explicou que a sondagem, neste caso, tem a função de verificar qual a profundidade do solo para que possa ser feito o projeto estrutural da fundação. “A gente faz a sondagem para verificar a profundidade do solo e no caso o projetista estrutural do projeto de fundações, ele vai se basear nesse estudo acerca do perfil do solo da região para fazer o lançamento estrutural. Depois dessa etapa, se vai complementar a orçamentação, ou seja, o custo total da obra, e vai ser dado o encaminhamento para que seja feito o edital de licitação.”

César ainda explicou que as primeiras informações repassadas são de que os projetos já estão aprovados, tanto o arquitetônico como os complementares. “Quanto à realização da sondagem do solo, há uma exigência do Tribunal de Contas do Estado para que seja feita a sondagem para prédios novos para evitar que quando se faça o início da obra tenha alguma alteração em relação à fundação e possa a vir a frustrar a obra em relação ao solo, causando transtornos e novos processos para a continuidade da obra”, explicou.

A diretora do educandário, Maria Elaine, mostrou entusiasmo com a realização da análise do solo. “Ficamos muito felizes a cada etapa avançada, pois nossa escola e comunidade merecem esse novo espaço”.

Segundo anunciado anteriormente, a previsão do Estado é de início da obra no segundo semestre deste ano de 2026 com a utilização de um recurso já disponível de cerca de R$ 25 milhões para um prédio totalmente novo e moderno, com salas e quadra esportiva coberta.

RELEMBRE

Em junho de 2025 o prédio oficial da escola foi interditado após apresentar problemas na rede elétrica, além dos telhados e assoalhos das salas, deixando os alunos por duas semanas sem aula. Com isso, a instituição de ensino passou por diversas mudanças. A escola foi realocada para o Centro Cultural até o fim de 2025 – espaço cedido pela Prefeitura de Candiota -, considerado inadequado para abrigar os estudantes pela pouca ventilação e segurança.

Iniciando 2026, o local para início das atividades escolares ainda estava incerto, isso porque, o Estado ainda aguardava o retorno do termo de cedência de parte do antigo centro administrativo da Âmbar Energia. Após a aprovação, uma força tarefa entre pais, professores, a 13ª CRE e o poder público candiotense foi realizada para a realização das adequações necessárias para transformar o espaço cedido em uma escola.

Utilizando recursos próprios da escola, divisórias foram adquiridas e instaladas nas salas, para adequar os ambientes e comportar mais salas; a pracinha que estava no prédio interditado foi instalada no novo espaço, junto das traves de futebol pela CROP e limpeza pesada, com auxílio da Prefeitura de Candiota e empresa terceirizada pela escola.

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