Desde às 00h5 de segunda-feira (21), a região passou a viver momentos dramáticos e muito tristes. Uma forte tempestade atingiu todos os municípios, deixando destelhamentos, árvores caídas, falta de energia elétrica e água, além de outros inúmeros prejuízos.
SEM ENERGIA

Prédios caídos, ferros retorcidos, galpões destelhados, árvores tombadas em áreas centrais da cidade foram os cenários encontrados na manhã de segunda-feira (21) Foto: J. André TP

A empresa CEEE Equatorial, que abastece com energia grande parte do Rio Grande do Sul, incluindo os municípios de Candiota, Hulha Negra, Pedras Altas e Pinheiro Machado, somou em seu ápice, na madrugada de segunda-feira (21), 588 mil clientes desassistidos pelo Estado.
Na terça-feira (22), conforme informou o mapa do fornecimento de energia da concessionária, o número de pessoas sem acesso caiu para 215 mil. Às 10h de quarta-feira (23), o boletim afirmou que 106 mil pessoas ainda aguardavam atendimento.
Até o fechamento desta edição, o estágio de operação estava no nível três, considerado crítico, deixando 63.958 mil consumidores afetados, com 3,1 mil interrupções e 523 equipes em campo.
O site de monitoramento pode ser acessado pelo link https://ceee.equatorialenergia.com.br/monitoramento-de-interrupcoes/, e é atualizado a cada 15 minutos.

Equipes atuaram para retirar árvores de residências, vias públicas e rede elétrica Foto: Divulgação
RIO GRANDE DO SUL
No Estado, a tempestade provocou chuva intensa, ventos fortes, granizo, enxurrada, deslizamentos e danos em diferentes regiões. A Defesa Civil estadual emitiu 75 alertas – 65 alertas SMS e 10 alertas cell broadcast – durante o fim de semana e na segunda-feira (21), para riscos diversos. Até as 11h da última terça-feira (22), foram contabilizadas 156 ocorrências em 151 municípios gaúchos. Foram confirmadas quatro mortes, uma em Pelotas e três em Caxias do Sul. Foram registrados ainda três feridos nas cidades de Aceguá, Santa Maria e Caxias do Sul. Uma pessoa também estava desaparecida.
Ao todo, foram identificadas 577.230 mil pessoas afetadas nos 151 municípios gaúchos que relataram danos. Até esta quarta-feira (23), 657 pessoas estavam desabrigadas e outras 3.178 mil pessoas estavam desalojadas. Havia relato de 23 casas destruídas e outras 466 danificadas. Ainda, 1.978 residências destelhadas e 1.401 alagadas, além de danos em 47 escolas e 19 estabelecimentos de saúde.
Os maiores volumes de chuva em 12 horas foram registrados em Jaquirana com 194,6 mm e em Caxias do Sul com 178,4 mm. Outras 28 cidades registraram mais de 100 mm no mesmo intervalo.
As rajadas de vento também foram expressivas. O maior registro foi em Hulha Negra com 126,7 km/h (Simagro). Outras três localidades também ultrapassaram os 100 km/h: Rio Grande (113,7 km/h), Cerrito (104,1 km/h) e Dilermando de Aguiar (103 km/h). Outros 27 municípios tiveram ventos superiores a 80 km/h.
As tempestades deixaram municípios em atenção devido a elevação dos rios Caí, Taquari e Sinos. As autoridades municipais das cidades do Vale do Taquari, região com potencial de ser mais afetada pela cheia dos rios, já foram mobilizadas para que possam adotar as medidas previstas em seus Planos de Contingência Municipal e garantirem a segurança de suas populações, especialmente as que residem em áreas de maior risco.
REGIÃO


Na região do TP, certas localidades ainda estão passando por dificuldades. Em decorrência da falta de energia para a captação e tratamento de água, os bairros afetados além de não ter luz, também enfrentam a falta d’água. Em função destes e outros fatores, as escolas não tiveram aulas na segunda-feira (21), e algumas instituições também não funcionaram ao longo da semana.
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