GUERRA É GUERRA
O estado de guerra do exército paralelo já existe há muito tempo. O poder armado do negócio sem quartel há muito domina e escraviza não só o usuário da droga, mas o próprio Estado de Direito. Este fingiu que não via o que estava acontecendo.
Tarde, muito tarde, o Governo do Rio de Janeiro (fevereiro e março como diz a canção) resolveu fazer o enfrentamento militar da questão. Botou sua milícia em campo e enfrentou os criminosos que se dizem organizados.
O poder militar dos criminosos há muito está consolidado e todos nós sabemos disso. Tu sabes disso, pois na nossa aldeia acontece o mesmo. Em dose menor, é claro, mas existe.
Nossos filhos são vítimas deste abuso que traz dor e vergonha para a sociedade. Somos reféns do vício. Em dose grande, industrial ou em papelotes que passam de mão em mão e que fingimos não ver.
A guerra há muito está declarada, aberta e sem quartel. Usou, não pagou, vai pagar na dor e até na morte. O tráfico tem suas leis. Primeiro mata por uso da droga ou mata pelas armas. Sua lei é simples, comprou, não pagou, morre.
Há muito tempo temos ‘pena de morte’. Apenas não queremos ver.
O governador do Rio de Janeiro resolveu enfrentar este exército armado com as armas do Estado. Tu viste o resultado. Uma verdadeira guerra. As armas do Estado contra o pó de cocaína e outras porcarias do tráfico.
Tragédia como vistes. Talvez o primeiro enfrentamento verdadeiro contra o poder paralelo e organizado.
Este exército da cocaína é poderoso e muito bem armado. É treinado para matar quem compra e não paga. É a pena de morte verdadeira que se instalou na sociedade. Não te iludes, não é só na favela esta guerra, mas em toda a sociedade brasileira.
O ESTADO ficou refém! Agora reage com as mesmas armas, com violência e cara limpa. O número de mortos nos assusta e nos preocupa, mas o número de fuzis apreendidos é espantoso!
Há um exército armado, paralelo, ilegal e injusto. O tribunal do crime não perdoa em todos os níveis. Mata! Elimina e estabelece o terror.
Guerra é guerra, com quartel ou sem quartel! Seja ela Israel contra o Hamas, ou seja do tráfico contra o Estado. Vivemos, pacatos e aturdidos uma guerra sem quartel nas nossas cidades, nas nossas esquinas, nas nossas vidas.
É o primeiro enfrentamento do Estado de Direito contra o Estado Paralelo. É e será um marco na nossa história e trará consequências. Uma tragédia nunca vem só. Outras virão a cabresto. É só olhar e querer ver.

CARA PÁLIDA
Onde andamos, em que mundo vivemos? Este é o mundo que sonhastes legar para teus filhos amados? Onde andastes quando deixastes teus filhotes serem escravos da solidão ou da televisão? Que sono, que sonho, que omissão.
Quando fostes ver e indagar os amigos dos teus filhos, as más companhias? Nós pais temos que nos corrigir, tirar as máscaras e enfrentar as realidades. Olhar a fera nos olhos e lutar para que não se percam.
Onde estávamos quando nossos filhos ganharam as ruas e aceitaram um pequeno cheirinho…
Com certeza estávamos cansados do trabalho e bebendo os xaropes das novelas da televisão ou o valor do dólar ou qualquer outra fuga. Assim, perdemos a guerra!
Quantas vezes fingimos não ver, deixamos para outra hora!
A omissão dos pais é o combustível do traficante. Os pais que se omitem depois vão chorar lágrimas ardentes por entregar de graça seu tesouro para um reles traficante.
Se queres ver, na nossa Candiota há vários pontos, muitas sombras, muitas motos ‘voando’ pela noite entregando papelotes da droga. É só olhar e ver!
Pais e mães choram lágrimas de fogo por perderem seus filhos para um momento de ‘cheirinho’! Viciar é fácil! Curar do vício é dor e sofrimento. Muita dor!
Quando geramos nossos filhos sonhamos com uma vida plena, com boa educação e muito sucesso. O sucesso dos filhos é para nós pais mais importante que o nosso sucesso.
Então, é preciso amar, cuidar e educar!
É dentro de tua casa que tudo começa. Para o bom ou para o ruim. Tudo acontece dentro dos nossos olhos, ouvidos, alegrias e frustrações.
Educar, educar e amar, amar! Nada tão antigo é tão moderno! Amar e educar!
AMORES…
… têm sabores, tem também, infelizmente, dores e dissabores…
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO



