BACIA LEITEIRA

Em manifestação na entrada da cidade, produtores de leite de Hulha Negra pediram atenção dos governos

Com faixas, produtores se mobilizaram no trevo de acesso ao município

Uma manifestação pacifica aconteceu na manhã de quinta-feira (27), no trevo de acesso a Hulha Negra, na BR-293. A ação ocorreu por parte de produtores de leite do município e região que afirmam estar enfrentando uma severa crise de rentabilidade e sustentabilidade e a mobilização visa chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a situação crítica do setor.

Conforme repassado ao TP, a cadeia produtiva do leite na região enfrenta desafios crescentes, marcados pelo aumento dos custos de produção com ração, energia e insumos veterinários, e a estagnação ou queda do preço pago ao produtor pelo litro de leite. Eles afirmam que a situação se agrava devido a concorrência com produtos importados (como o leite em pó do Mercosul) e a falta de políticas públicas de apoio e fiscalização efetivas.

A mobilização buscou pressionar os governos municipal, estadual e federal por ações concretas, incluindo: fiscalização de Importações, exigindo maior controle e transparência nas cotas de importação de leite em pó; preço mínimo justo com a implementação de mecanismos de mercado que garantam um preço mínimo de referência para o leite pago ao produtor, cobrindo os custos de produção e permitindo a sobrevivência das propriedades rurais; acesso a crédito de custeio e investimento, com linhas de crédito facilitadas e juros subsidiados, para que os produtores possam investir em tecnologia, manejo e resiliência climática, além de fortalecimento de apoio técnico e extensão rural.

Ao jornal, a produtora de leite do assentamento Tapete Verde, interior de Hulha Negra, Viviane Pereira, falou sobre o dia de mobilização. “Nosso primeiro objetivo que era ser notado e chamar a atenção de todos nós conseguimos, agora vamos seguir lutando e outras ações deverão ser realizadas”, afirmou.

Não ocorreram bloqueios na rodovia, tendo o trânsito fluído normalmente. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a ação.

JÁ FOI NOTÍCIA NO IMPRESSO

 

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