Vitrines com corações vermelhos, declarações, fotos de momentos especiais. Esta sexta-feira (12) amanheceu em clima de romance. Isso porque a data é conhecida como o Dia dos Namorados, uma das mais importantes para casais que aproveitam a ocasião para demonstrar carinho e fortalecer laços afetivos.
Estrategicamente posicionada antes do dia de Santo Antônio (13), conhecido popularmente na tradição católica como o “santo casamenteiro”, a data foi criada no Brasil em 1949 pelo publicitário João Dória para movimentar o comércio, que tinha vendas fracas no mês de junho.
Além do impacto econômico que gera com a troca de presentes e programas românticos, é também um momento de reflexão sobre a importância dos relacionamentos, além de intensificar as diferentes formas de amar.
A data reforça a importância da comunicação, do respeito mútuo e da convivência saudável. Para marcar a data mais apaixonada do ano, o TP traz duas histórias de casais, Vera Lúcia e Paulo Ribeiro, casados há 37 anos e das jovens Daoana Vargas e Maysa de Matos, que namoram há 5 anos.
As jovens Maysa Berges de Matos, 22 anos, gerente da loja Berger e Daoana Vargas dos Santos, 25 anos, professora de Educação Física e atual assessora educacional do Desenvolvimento Pessoal, Cidadania e Trabalho da Secretaria de Educação de Hulha Negra completam em 2026, cinco anos de relacionamento.
Assim como o dia 1º de setembro, data que marca o início do namoro, o Dia dos Namorados ou Namoradas no caso delas, também costuma ser um momento de comemoração. Ao TP, as jovens falaram sobre a representatividade da data. “Geralmente gostamos de comemorar a data saindo para jantar em algum restaurante ou indo a algum barzinho em cidades vizinhas. Gostamos de aproveitar esse momento para estarmos juntas, celebrar nossa relação e criar boas lembranças. Para nós, é uma data muito especial, pois representa carinho, cumplicidade, companheirismo e, principalmente, o amor que construímos e cultivamos uma pela outra todos os dias”, relataram.
O NAMORO E O FUTURO
Maysa fez um pedido de namoro especial Foto: Divulgação
As duas jovens se conheceram através de uma amiga em comum e o que começou com uma conversa se transformou em sentimento. O pedido de namoro aconteceu no dia 1º de setembro de 2022 sendo um momento especial preparado por Maysa para Daoana. “Foi uma conexão especial. Como em qualquer relacionamento, vivemos momentos bons e também enfrentamos desafios, mas sempre buscamos conversar, nos entender e resolver as dificuldades juntas. Acreditamos que o diálogo, o respeito e a parceria são fundamentais para manter nosso relacionamento forte”.
Daoana relatou que as duas já pensam na construção familiar e que estão preparadas para enfrentar juntas os desafios que surgirem. “Já estamos dando os primeiros passos para realizar esse sonho, pesquisando clínicas e buscando informações sobre os procedimentos para engravidarmos. Quando pensamos no futuro, também surgem algumas preocupações. Às vezes nos perguntamos se, daqui a alguns anos, nossos filhos serão respeitados ou se poderão enfrentar críticas por serem filhos de duas mães. Esse receio existe, mas o desejo de construir nossa família é muito maior do que qualquer medo. Nos amamos profundamente e acreditamos que isso é o mais importante para nós. O amor, o respeito e a união são a base da família que sonhamos construir”.
ACEITAÇÃO
Maysa e Daoana estão juntas há quase cinco anos
A união homoafetiva – entre pessoas do mesmo sexo – e o reconhecimento acerca da orientação sexual nem sempre é vista com normalidade pela família e sociedade em geral. Em razão dessa questão, o jornal perguntou as meninas como foi a aceitação no caso delas. Daoana relatou ter enfrentado mais problemas. “Quando me assumi para os meus irmãos, tive apoio desde o início. Porém, em relação aos meus avós, infelizmente a aceitação não aconteceu da mesma forma e, até hoje, ainda existem dificuldades nesse aspecto. No início, minha avó ficou alguns meses me evitando e foi um período delicado para mim. Atualmente, ela não aceita completamente a situação, mas também não faz comentários ou interfere. A Maysa não convive com meus avós mas com meus irmãos e o restante da família a relaçao sempre foi boa, o que tornou nossa caminhada mais leve e acolhedora”, relatou.
Já Maysa relatou ter apoio dos pais desde o início e que a reação da avó, quando recebeu a notícia foi melhor do que imaginava. “Sempre tive muito apoio desde o dia em que me assumi para minha mãe e meu pai. Com a minha avó, no começo eu achei melhor não contar por ela ser mais idosa, mas ela me aceitou muito bem e isso me surpreendeu de uma forma muito positiva. Hoje em dia, meus pais consideram a Daoana como uma segunda filha, e minha avó também a trata como uma neta. Nossa relação familiar é muito boa e isso faz toda a diferença para nós”.
Quanto a aceitação externa, as jovens relataram que “infelizmente o preconceito ainda existe e, em alguns momentos, já sentimos olhares, comentários ou situações desconfortáveis apenas por sermos um casal lésbico, geralmente isso acontece quando saímos de mãos dadas”.
ATIVIDADES JUNTAS
Por fim, Daona e Maysa contaram ao TP o que mais gostam de fazer quando estão juntas. “Gostamos muito de aproveitar momentos simples juntas como conversar, sair com amigos, assistir filmes e séries, dar risada e criar memórias uma ao lado da outra. O mais especial é que percebemos que até as coisas mais simples se tornam melhores quando estamos juntas. Mais do que grandes momentos, valorizamos a companhia, o apoio e a parceria que construímos no dia a dia”.
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