Os vereadores da bancada do PT de Candiota, Axel Costa, Luana Vais e Marcelo Belmudes levantaram algumas preocupações em relação ao projeto de lei 114/2026, que tramita na Câmara local.
O projeto busca autorização legislativa para que o município possa contratar uma operação de crédito junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 20 milhões. Segundo a proposta, com o recurso, a pretensão do município é a realização de investimentos nas áreas de desenvolvimento econômico, infraestrutura e educação, compreendendo aquisição de área do Polo Carboquímico da Campanha (possivelmente a área do chamado Candiotão); ações voltadas à implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE); modernização e renovação do parque de máquinas e construção de uma escola de educação infantil (creche) na Vila Operária.
Segundo Luana, faltam muitas informações. Ela lembrou que quando no governo do prefeito Adriano dos Santos (2017-2020) foi aprovado com muita polêmica, um projeto para um empréstimo de R$ 5 milhões. Lá, aponta ela, o debate foi bem transparente, sendo que “a própria comunidade, por meio da Gestão Participativa, definiu onde os recursos seriam aplicados”. Ela também citou que naquele momento, o presidente da República era Jair Bolsonaro e que não havia recursos do governo federal disponíveis e a única saída para investimentos era o financiamento. “Atualmente, a realidade é outra com o governo Lula. Já são mais de R$ 11 milhões para as estradas rurais, R$ 1 milhão na ponte da Coreia, R$ 9 milhões para o saneamento e mais de R$ 4 milhões no trevo da BR-293, entre outras tantos investimentos. Com isso o município tem capacidade de investir. Queremos saber se Candiota já não foi contemplada com uma creche pelo Novo PAC. Queremos aprofundar o debate sobre este empréstimo”, disse.
Tanto Axel, como Marcelo, afirmaram que a bancada petista não é contra o desenvolvimento e os investimentos, mas também cobram mais transparência e informações sobre a proposta. “Precisamos entender melhor o impacto disso tudo. Quando tivermos as informações, vamos deliberar”, assinalou Axel, complementado por Marcelo. “Ninguém é contra investimentos, pelo contrário. Mas para fazermos o debate precisamos de mais informações. Vamos tramitar o projeto com toda a seriedade que ele merece, sem atropelos”.
O presidente da Câmara, Gildo Feijó (MDB), ponderou que o projeto trata do futuro de Candiota e que, por exemplo, a compra da área do Polo Carboquímico, tem prazos. “O governo do Estado já fez uma avaliação e tem um prazo para a compra, antes que se faça uma nova. É pegar ou largar”, afirmou, se referindo as áreas de hortos que eram da CEEE na Vila Operária e sede do município (Candiotão). Ele também disse que o Executivo está disposto a fornecer todas as informações que os vereadores pedirem, pois não se tem nada a esconder.
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