PROTEÇÃO FEMININA

Aprovado projeto que institui a Coordenadoria da Mulher em Pinheiro Machado

Órgão vinculado ao gabinete do prefeito surgiu após uma determinação estadual com foco ao tráfego em todos os setores municipais

Projeto de Lei de autoria do Executivo também atende uma normativa do Estado Foto: Arquivo TP

Já passou pelo Legislativo, o projeto de lei n°0034/2026, que institui a Coordenadora Municipal da Mulher – como Organismo de Políticas para as Mulheres (OPM), no âmbito do Município de Pinheiro Machado. Vinculada ao gabinete do prefeito Ronaldo Madruga, a Coordenadoria é responsável por articular, coordenar e integrar a rede de proteção às mulheres, bem como integrar as políticas públicas a elas destinadas.

O OPM, segundo o projeto, visa a articulação de ações, órgãos e entidades envolvidas na rede de proteção às mulheres, o que não pode ser confundido com os serviços especializados de atendimento às mulheres no município, tais como Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), casas-abrigo ou serviços de acolhimento ou sócio assistenciais, como Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS).

Sua atuação observará os princípios da dignidade da pessoa humana, da igualdade entre homens e mulheres, da não discriminação, da transversalidade, bem como a atuação intersetorial e a articulação permanente entre os órgãos e entidades envolvidas na rede de proteção às mulheres, visando à efetividade das ações e ao atendimento integrado.

FINALIDADES E COMPETÊNCIAS

Segundo a lei, a Coordenadoria Municipal da Mulher – OPM funcionará vinculada ao gabinete do prefeito, com a seguinte estrutura mínima: um coordenador e um servidor para apoio administrativo para coordenar e implementar políticas públicas para as mulheres no Município; promover a igualdade de gênero, a garantia de direitos e a cidadania das mulheres; prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres; promover a autonomia econômica, social e política das mulheres; assegurar a transversalidade das políticas de gênero nas ações do Município; promover ações educativas e campanhas de conscientização voltadas à valorização das mulheres e ao enfrentamento das desigualdades de gênero; e garantir e ampliar o acesso das mulheres às políticas públicas, serviços e direitos, de forma equitativa e inclusiva. Ainda, entre outras ações, elaborar o Plano Municipal de Políticas para as Mulheres – PMPM; promover ações de prevenção, campanhas educativas e de conscientização; manter interlocução com órgãos de justiça, segurança pública e proteção social.

O OPM deverá contar com, no mínimo, um servidor com formação de nível superior (psicólogo, assistente social, enfermeiro ou advogado) designado para atuar no Organismo e contar com o apoio técnico e operacional de servidores das demais Secretarias Municipais e de profissionais integrantes da rede de proteção às mulheres, podendo ser constituídos grupos de trabalho, comissões ou ações intersetoriais, conforme a necessidade das atividades desenvolvidas.

A lei também determina a elaboração do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres com diagnóstico, metas, ações, indicadores, previsão de recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação, observadas as diretrizes nacionais e estaduais.

NO MUNICÍPIO

Em Pinheiro Machado há trabalhos relacionados a Secretaria da Assistência Social, Criança, Mulher e Idoso, que tem a frente como secretária a vice-prefeita Laura Ratto. Ao jornal ela destacou lembrou que a criação da Coodenadoria está atrelada ao decreto estadual nº 58.676/2026 que estabelece novas condições para celebração de convênios com os municípios, incluindo como requisito a adesão ao Programa Estadual de Proteção e Promoção aos Direitos das Mulheres, sendo necessária a constituição de um organismo municipal.

Conforme Laura, a aprovação do projeto com a criação da Coordenadoria é extremamente importante para melhor atuação do município no que se refere a proteção e auxílio às mulheres. “O pedido de criação junto ao gabinete do prefeito é para transitar por todas as secretarias. Cada vez mais o número de feminicídios aumenta no Estado e há essa preocupação quanto à conscientização e encontro dessas mulheres que de repente estão vivendo esse vínculo e não querem procurar ajuda. Com a Coordenadoria será possível acessar mais recursos, aumentar as responsabilidades. Vamos tentar trabalhar da melhor forma, fazer com que a Coordenadoria trafegue nos setores e consiga identificar possíveis vítimas. Acredito que s resultados serão muitos positivos no que se refere à prevenção”, afirmou a vice-prefeita.

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