
BRASIL APANHOU
Não sei se para o bem ou para o mal, apanhamos da bola na Copa do Mundo. Perdemos gloriosamente para quem era ‘baba’ sempre. Já não somos o “PRA FRENTE”, mas indiferente…
Importamos até o técnico com uma visão distorcida da realidade brasileira. Matou o improviso, enfaixou o time num esquema rígido europeu. Sempre fomos criativos com o futebol. Hoje somos uma máquina enferrujada.
Futebol não é ciência, é criatividade, perícia, habilidade. O brasileiro não cabe num caixote, num programa de computador.
As pernas tortas de um Garrincha, que só queria amar os passarinhos, botaram o mundo de joelhos. A energia, a classe e a excelência de Pelé tomaram o mundo da bola patrimônio nacional.
Para o bem ou para o mal, já não somos o País do Futebol. O italiano-treinador mostrou ser um ótimo mascador de chicletes.
Nossa Copa, a que temos obrigação de ganhar são as eleições.

BRASILsilsil
Temos eleições gerais batendo à nossa porta. Esta é a copa que temos que ganhar. Candidatos de todas as matrizes já calçam suas chuteiras e abrem os livros de programas, de propostas e promessas.
É preciso estar com os olhos bem abertos e com a cabeça bem ajustada para escolher aqueles que queremos que nos governem. Mais que nomes, o Brasil carece de horizontes, de visão profética.
Responsabilidade e carisma são os atributos mínimos para quem quer comandar este navio que apenas gira e muito pouco avança.
Mais do mesmo é congestão de torresmo. Lula poderia voltar ao mar e navegar… Os meninos do capitão poderiam sentar no colo do Trump e ficarem por lá mesmo.
Nosso Brasil precisa de sangue novo, de olhos brilhantes, de amor pelo Brasil e aos brasileiros.
A política brasileira virou uma polenta sui generis. Todo mundo mexe, todos têm opinião e cruzam os braços à espera de um salvador. Este não virá com varinha mágica fazendo milagres.
O salvador virá quando soubermos catar uma agulha no palheiro, quando soubermos distinguir o que é honesto do que é palavra vazia e enganação.
Nós, o povo que elege, temos que estar armados até os dentes, não para mascar chicletes, mas para ver o que está escondido, subentendido…
Nós eleitores temos uma arma poderosa. Se soubermos usá-la, faremos um País para todos, com todos.
É possível, sim, sim, sim!
DAI-NOS…
…o que é justo, o que é possível e dai-nos força para persistir, insistir e nunca desanimar e chorar, SENHOR.
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