TRÊS TOQUES – 10/JUL/2026

BRASIL APANHOU

Não sei se para o bem ou para o mal, apanhamos da bola na Copa do Mundo. Perdemos gloriosamente para quem era ‘baba’ sempre. Já não somos o “PRA FRENTE”, mas indiferente…

Importamos até o técnico com uma visão distorcida da realidade brasileira. Matou o improviso, enfaixou o time num esquema rígido europeu. Sempre fomos criativos com o futebol. Hoje somos uma máquina enferrujada.

Futebol não é ciência, é criatividade, perícia, habilidade. O brasileiro não cabe num caixote, num programa de computador.

As pernas tortas de um Garrincha, que só queria amar os passarinhos, botaram o mundo de joelhos. A energia, a classe e a excelência de Pelé tomaram o mundo da bola patrimônio nacional.

Para o bem ou para o mal, já não somos o País do Futebol. O italiano-treinador mostrou ser um ótimo mascador de chicletes.

Nossa Copa, a que temos obrigação de ganhar são as eleições.

BRASILsilsil

Temos eleições gerais batendo à nossa porta. Esta é a copa que temos que ganhar. Candidatos de todas as matrizes já calçam suas chuteiras e abrem os livros de programas, de propostas e promessas.

É preciso estar com os olhos bem abertos e com a cabeça bem ajustada para escolher aqueles que queremos que nos governem. Mais que nomes, o Brasil carece de horizontes, de visão profética.

Responsabilidade e carisma são os atributos mínimos para quem quer comandar este navio que apenas gira e muito pouco avança.
Mais do mesmo é congestão de torresmo. Lula poderia voltar ao mar e navegar… Os meninos do capitão poderiam sentar no colo do Trump e ficarem por lá mesmo.

Nosso Brasil precisa de sangue novo, de olhos brilhantes, de amor pelo Brasil e aos brasileiros.

A política brasileira virou uma polenta sui generis. Todo mundo mexe, todos têm opinião e cruzam os braços à espera de um salvador. Este não virá com varinha mágica fazendo milagres.

O salvador virá quando soubermos catar uma agulha no palheiro, quando soubermos distinguir o que é honesto do que é palavra vazia e enganação.

Nós, o povo que elege, temos que estar armados até os dentes, não para mascar chicletes, mas para ver o que está escondido, subentendido…

Nós eleitores temos uma arma poderosa. Se soubermos usá-la, faremos um País para todos, com todos.

É possível, sim, sim, sim!

DAI-NOS…

…o que é justo, o que é possível e dai-nos força para persistir, insistir e nunca desanimar e chorar, SENHOR.

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