MOBILIZAÇÃO

Em mais um protesto, agricultores de Hulha Negra pedem renegociação de dívidas

Grupo esteve mobilizado nqa área urbana e junto a BR-293 Foto: Divulgação

BR-293 chegou a ser bloqueada na quarta-feira (30)

Demonstrando descontentamento com as medidas do governo federal emitidas desde junho de 2024, consideradas pela categoria como ineficientes, inoperantes e insuficientes, agricultores deram início a uma mobilização no trevo de acesso a Hulha Negra, na BR-293, na última quarta-feira (30). O ato se estendeu nesta quinta-feira (1º).

Desde a manhã da quarta, o grupo se mobiliza em busca de uma resposta por parte do governo. Inicialmente, a reunião dos agricultores aconteceu na Trigolândia, de onde seguiu em um ‘tratoraço’ pela avenida principal da cidade e mobilização em frente às agências bancárias. Após isso, o deslocamento foi para o trevo de acesso ao município, na BR-293, que ficou bloqueada por um período, acumulando uma fila de veículos nos dois sentidos da rodovia.

O mesmo esquema de ‘tratoraço’ foi realizado na quinta, quando os manifestantes passaram pela cidade em direção ao trevo de acesso. Na quinta, porém, a BR não foi bloqueada. 

Conforme explicou ao TP o agricultor Marino Debortoli, os produtores sofrem com os efeitos climáticos desde 2019 no Estado, e as enchentes de 2024 intensificaram as perdas, que chegaram a 100% da safra em alguns locais, segundo ele. “Mobilizamos em todo o Estado durante o ano de 2024 e 2025, o governo se comprometeu em resolver o problema. Hoje a maior parte dos agricultores estão sem solução nenhuma. Temos mais de 40 agricultores que cometeram suicídio, muitos com medidas de busca e apreensão de máquinas e equipamentos, plantando as sementes sem os insumos básicos, instituições financeiras judicializando as cobranças e a maioria dos agricultores sem acesso aos créditos do plano safra”, relatou Marino, destacando que aguardam a emissão imediata do governo federal de alguma medida que atenda os agricultores.

Outro agricultor, Maiquel Tessmer Vahl, comenta sobre as Medidas Provisórias (MPs), que segundo ele não atendeu a todos. “Vamos nos posicionar, aguardar para que o governo se sensibilize conosco e nos dê uma força”.

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