
No Brasil quem fala em distribuir riqueza será taxado pelos simpatizantes da direita de comunista. Gente que nem sabe o que é comunismo, uma vez que distribuir riqueza é algo que nada tem a ver com comunismo. Porém, muitos da direita acham que comunista é uma palavra feia para identificar alguém, então tascam logo que o sujeito é comunista.
Num país onde a ganância e a inveja fazem parte dos princípios da sociedade ou da maior parte dela, a possibilidade do comunismo avançar é nenhuma, daí que os comunistas no Brasil nunca passaram de 1%.
Volto à distribuição da riqueza.
Na semana passada abordei três temas importantes para o debate eleitoral, a taxa Selic, a corrupção e a incompetência caracterizada pela baixa produção por habitante que temos no Brasil.
A distribuição justa da riqueza é um tema espinhoso de tratar e difícil de resolver num mundo onde uma minoria pretende ficar imensamente rica e a maioria viverá de ‘favores’ de quem tem muito. A inteligência artificial está sendo usada para tornar os humanos inúteis. A maioria da humanidade tende a ficar absolutamente inútil em poucos anos porque não haverá atividades para humanos fazerem que humanóides não possam resolver sem causar problemas, nem reclamar.
O tempo do domínio em ampla escala da inteligência artificial ainda não chegou e é preciso treinar para o que vem. É um tema difícil de tratar. De resolver mais difícil ainda.
(…) precisamos resolver os imensos incentivos fiscais concedidos a determinados setores que nem precisam de tanto incentivo assim.
O ‘bolsa família’ é o precursor de algo que terá de ser implantado de forma mais ampla e aperfeiçoada. Manter pessoas sem trabalhar e sem criar problemas é um dos grandes problemas do futuro.
Por enquanto, volto à distribuição de renda. Em todo mundo estamos vendo pessoas acumulando fortunas como nunca antes na história da humanidade. Por outro lado, não conheço nenhuma fortuna imensa sendo transformada em bem-estar social para a parte da humanidade menos favorecida. Nem todos têm a sorte de ter nascido em condições de se tornar um multibilionário em dólares.
Muito poucos têm acesso aos recursos do plano safra ou do BNDES em larga escala para investir.
No Brasil, precisamos resolver os imensos incentivos fiscais concedidos a determinados setores que nem precisam de tanto incentivo assim. Incentivos que fazem os recursos aplicados no bolsa família parecerem migalhas de pão dormido.
Daí que se me perguntarem qual é o quarto problema brasileiro (citei os três primeiros acima) eu diria que são os incentivos fiscais aos muito ricos. Porém, aqui entramos em uma pauta difícil de resolver num Congresso e num sistema comprometido com os interesses das elites.
Alguém vai me lembrar que eu deveria colocar a educação entre os aspectos que mais atrasam o desenvolvimento do país. Estas pessoas têm as suas razões, mas no Brasil temos visto não raramente triunfarem as mediocridades. Em meio a um processo eleitoral onde precisamos definir quem vai administrar o país, se conseguirmos identificar os melhores e evitar o acesso ao poder dos mais medíocres, já será uma possibilidade para a melhoria da educação no futuro.
JÁ PUBLICADA NO IMPRESSO


