Agora o debate é de futuro

O bom senso prevaleceu em todos os sentidos ao observar a sanção presidencial da lei 15.265/2025, que garantiu a contratação de energia de reserva da Usina de Candiota até o final do ano de 2040, ou seja, para os próximos 15 anos, bem como, estendeu a outorga até 2050.

Foi uma longa e difícil negociação. O próprio governo Lula possuía internamente visões diferentes para a resolução do assunto, especialmente do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, porém, ao que tudo indica, pesou o conjunto da obra sempre defendido por nós, que não adianta olhar apenas para o ambiental, sem que haja diálogo e equilíbrio com o social e o econômico. Não há meio ambiente com pobreza.

O governo, ao sancionar a lei com o dispositivo que nos favorece, fatalmente levou em conta a necessidade da transição energética justa, mesmo com as enormes pressões externas e internas que sofreu, ainda mais em plena realização no Brasil da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP30).

Nosso desafio, também coletivo e unificado, é encontrar esse novo modelo e que ele seja absolutamente abraçado por todos, especialmente pelo espectro político local, no sentido de comprometimento para esse novo momento que surge.

Para quem acompanhou como o TP todas as negociações que se arrastam desde 2021, sabe muito bem que a decisão de recontratar a Usina de Candiota não era uma coisa fácil de se conseguir. Por isso que a luta coletiva, que uniu a todos e todas em torno do objetivo, foi gigantesca e precisa de fato ser muito comemorada. No meio do caminho chegamos até a perder apoios importantes, retrocedendo num processo legislativo que parecia estar bem encaminhado.

Agora, ainda se precisa assinar os contratos entre o governo federal e a Âmbar Energia, mas o caminho está bem traçado com uma lei que garante isso. Mas além de tudo, precisamos debater o futuro de Candiota. O modelo atual de governança e desenvolvimento nos trouxe até aqui. Ao que se vê isso se esgotou e é necessário se remodelar, se reinventar até mesmo no processo administrativo da própria cidade.

Nosso desafio, também coletivo e unificado, é encontrar esse novo modelo e que ele seja absolutamente abraçado por todos, especialmente pelo espectro político local, no sentido de comprometimento para esse novo momento que surge. O mundo exige de nós mudanças, pois a questão cilmática jamais foi negada, apenas entendemos que precisávamos de mais tempo.

A história, mesmo que estejamos neste momento em franca e merecida comemoração, não vai nos permitir arrefecer. Somos convocados, desde já, a arregaçarmos as mangas e construir a Candiota do futuro, que está logo ali.

JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

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