Marcelo Belmudes mostrou preocupação com o tema em razão de acontecimentos ocorridos no município Foto: Reprodução
Na sessão ordinária da última segunda-feira (9) uma das principais pautas debatidas na Câmara de Vereadores e Vereadoras de Candiota foi a segurança pública no município. O debate ganhou ênfase a partir de um requerimento do vereador Marcelo Belmudes (PT), solicitando a criação de uma comissão especial destinada a tratar do tema na cidade, após o tiroteio na praça central da cidade que resultou na morte do trabalhador Eliseu da Silva, 44 anos, além de outras duas pessoas feridas.
Aceita pelos demais parlamentares, a comissão foi criada tendo como integrantes o vereador proponente, Marcelo Belmudes, e os vereadores Adriano Revelante (MDB) e Paulinho Brum (PSDB). Em justificativa, Marcelo lembra que a segurança é uma responsabilidade compartilhada entre os entes federativos, dentro de suas competências e que embora a atribuição primária da segurança ostensiva recaia sobre o Estado, o Município possui papel essencial na formulação de políticas públicas preventivas, na melhoria da infraestrutura urbana, na garantia de iluminação pública adequada, no apoio institucional às forças policiais e na articulação com os órgãos de segurança. Ainda justifica que a criação da comissão especial permitirá realizar diagnóstico técnico da realidade local, promover audiências públicas para ouvir a população, dialogar com as autoridades competentes, propor medidas legislativas e administrativas e elaborar relatório conclusivo com encaminhamentos formais.
“Infelizmente, a realidade que vivemos hoje é preocupante. A comunidade tem relatado cada vez mais a sensação de insegurança. Nosso município, na maioria das vezes, conta apenas com uma viatura da Brigada Militar, e quando a equipe precisa se deslocar para atendimentos ou ocorrências, até mesmo em Bagé, Candiota fica simplesmente desprotegida. E esse não é apenas um problema pontual, é um assunto que precisa ser debatido com seriedade. Diante desse debate, tratar também sobre a criação de uma Guarda Municipal”, sugeriu Marcelo.
OUTROS PRONUNCIAMENTOS
A vereadora Luana Vais (PT) disse que o tema precisa de muita atenção, debate e principalmente, ação do poder público e representantes da comunidade. “Não podemos deixar que a nossa população viva com medo. A comunidade está pedindo e constatamos mais e mais essa necessidade. Em 2022 houve a abertura de crédito para a cidade receber R$ 500 mil de uma emenda realizada pelo Flávio Sanches junto ao deputado Sanderson para investir no vídeomonitoramento, mas não se sabe onde foram aplicados os recursos”.
Na sequência a vereadora Hulda Alves (MDB) iniciou sua fala dizendo acreditar já existir uma lei criada no primeiro governo do ex-prefeito Odilo Dal Molin, que fala sobre guarda municipal. Hulda também falou de responsabilidades. “Me preocupa muito vermos poucas iniciativas no sentido de combater as origens da criminalidade, que muitas vezes está na própria família. Acabamos jogando muita culpa e responsabilidade no poder público, quando o cuidado e a educação dos nossos filhos e jovens é nossa responsabilidade. Precisamos falar de prevenção.”
Adriano Revelante (MDB) disse lamentar falar do tema que ocasionou a morte do querido amigo Eliseu e chocou toda população. “Ficamos preocupados porque a criminalidade está na porta da nossa casa. A praça, que antigamente era um local seguro, de integração, hoje é palco de um crime bárbaro. Estamos na torcida para que seja colocado em prática nosso videomonitoramento, projeto que foi apresentado pensando na contribuição para a segurança pública”.
O vereador Axel Costa (PT) expressou seus sentimentos a família e amigos de Eliseu, vítima do tiroteio ocorrido na praça central do município e relembrou a reunião na Secretaria de Segurança Pública, realizada junto de sua bancada, em Porto Alegre. O vereador também exibiu os perigos do processo de instalação de iluminação na praça central do município. “Esse trabalho acho que foi de maneira provisória, mas não tem como um trabalho de uma praça central ser realizado de maneira improvisada. Qualquer vento pode fazer uma fiação cair e, como os postes são de alumínio, no momento que arrebentar um, todo o poste estará eletrizado”.
Por fim, o vereador e presidente da Casa, Gildo Feijó (MDB) falou sobre o fato ocorrido e alertou que todos devem fazer sua parte. “Uma fatalidade, um jovem, uma pessoa que nunca se envolveu em briga com ninguém, e por causa dessas malditas facções, dessas porcarias que se envolvem nas nossas famílias, ceifaram a vida dele e de muitos. É necessária muita atenção, pois este assunto está se ampliando, está cada vez pior e todos nós temos que fazer nossa parte em relação à segurança. O principal responsável pela segurança pública é o governo estadual”.
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