DTG JM DA SILVEIRA

Departamento tradicionalista estudantil promove interação e amor a cultura gaúcha em Candiota

Idealizado através de uma conversa com os alunos, a professora da Escola Estadual de Ensino Médio (E.E.E.M) Jerônimo Mércio da Silveira, de Candiota, Mandi Daia Bustamante viu na criação de um Departamento Tradicionalista Gaúcho (DTG) estudantil um espaço de cultivo às tradições. O Departamento foi lançado na tarde da última segunda-feira (14), quando alunos e cavaleiros colheram uma centelha da Chama Crioula do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Luiz Chirivino, e a levaram até a escola. 

TRADIÇÃO

A professora e tradicionalista Mandi, falou ao TP sobre a fundação da entidade, que passou por aprovação do departamento jurídico da 13ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “A ideia de criar o DTG surgiu da vontade de fortalecer a cultura e as tradições gaúchas. Percebemos que a escola é um espaço de formação não apenas acadêmica, mas também cultural e social”, afirma. 

Sobre a proposta, Mandi disse ter sido uma construção coletiva, que contou com o apoio das professoras Adriana Maurente e Josimar Garcia. “Envolvendo alunos, professores, funcionários e a comunidade escolar, temos o objetivo de valorizar nossas raízes e proporcionar aos estudantes um espaço de participação, convivência e aprendizado”.

PARTICIPAÇÃO COLETIVA

Uma comitiva trouxe a centelha da Chama Crioula Foto: Divulgação

Mandi também falou sobre a patronagem, que envolve representantes da comunidade escolar, com a participação de professores, funcionários e alunos. “A ideia é que todos tenham voz e possam contribuir para que o DTG seja realmente uma construção coletiva”, destaca a professora.

Sobre as atividades que a entidade pretende realizar estão rodas de conversa, declamação de poesias, pesquisas sobre história e costumes do Rio Grande do Sul, oficinas, mateadas, participação em eventos da escola entre outras. 

PROTAGONISMO

Dos valores que o DTG pretende fundamentar nos estudantes, a professora destaca a organização de eventos, apresentações, pesquisas e ações culturais. “Mais do que ensinar tradições, queremos formar jovens conscientes de sua história e preparados para contribuir positivamente com a sociedade”, enfatiza Mandi. 

A diretora da escola, Maria Elaine Fontoura, fala com orgulho da proposta. “Este projeto torna-se um recurso para resgatar, cultivar e apreciar os conhecimentos em torno da cultura e tradição gaúcha”. 

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