Colunista começou suas publicações na edição 03 do TP de forma semanal. Na foto, no local onde costuma escrever seus textos para o jornal. Foto: Arquivo Pessoal
“Eu, ficarei circulando por aqui, uma vez por semana, por seis meses, por um ano, sei lá.” Esta frase integra uma parte do primeiro texto escrito por Marco Antônio Ballejo Canto em sua coluna que completa nesta sexta-feira (10), 15 anos no jornal Tribuna do Pampa.
Intitulada “Tribuna do Pampa”, a coluna relata o convite feito pela equipe do jornal para ele integrar a equipe editorial e de que forma pretendia atuar. “Dia desses, em minha mesa de trabalho, um bilhete: o jornal Tribuna do Pampa pede que entres em contato. Contatei. Falaram-me de um jornal, de um inicio, de um final de alguns planos, de alguns convites. Destes, aceitei ambos, participar do Conselho Editorial da Tribuna do Pampa e escrever uma coluna semanal.”
A coluna foi veiculada na edição 03, de 9 a 11 de abril de 2011 e o texto, mesmo após 15 anos, para quem conhece Marco Antônio, parece completamente atual. “De vez em quando quero ver se continuo útil e oportuno. Se for caso, peço para sair (mesmo que seja convidado a me retirar). Meu único pedido foi que o tema seja livre. Será. Assim, por aqui passarão coisas sérias, com análises do cotidiano, estatísticas de interesse regional e, também, alguns casos, alguns causos, algumas histórias. Por fim, a gratuidade da contribuição é relativa. O valor das coisas não tem preço. Ser publicado, normalmente, é a primeira aspiração de quem escreve.”.
O ex-prefeito de Hulha Negra por três mandatos e auditor aposentado do Ministério do Trabalho continua, de forma assídua, manifestando seu pensamento e posicionamento acerca dos fatos que acontecem na região como no mundo, contribuindo, semanalmente, para o jornal e neste mês de abril, onde o TP completa 15 anos, já contabiliza cerca de 730 publicações, quase em sua totalidade, inéditas. Ele lembra ter colunas arquivadas, mas que outras ficaram armazenadas em emails e computadores, assim como algumas foram republicadas do site Recanto das Letras. Marco destacou um episódio especial. “Ah! Quando eu enviei uma coluna em homenagem a derrota do Grêmio para o Real Madrid ‘Amargo regresso’, o João André se perdeu na edição e republicou a da semana anterior. É compreensível”, brincou.
HÁ 15 ANOS
Solicitado a expressar seu sentimento acerca de ser o único colunista que escreve desde o início do jornal, Marco enfatiza a questão do pertencimento. “Há uma espécie de pertencimento a este projeto desde o início. João André sabe que eu gostaria que alguém mais jovem ocupasse o espaço. Ele, porém, acha que minha participação é importante. Eu também acho que eu e o Odilo Dal Molin ainda temos alguma importância dado que o tempo e as experiências nos tornaram mais moderados. Novas opiniões de velhos andarilhos nos caminhos da vida podem ser úteis para alguns mais jovens”, manifestou.
Marco destacou o texto “Deus lhe pague”, publicado em 6 de março de 2021, como o que mais o marcou entre as centenas de colunas publicadas no TP. “Tratou do descaso em relação à pandemia. Concluía que aos que nos oferecem a face do mal devemos oferecer a face do bem, daí o desejo de que ‘Deus lhe pague’. Uma ironia, claro, que eu não sou tão generoso assim”, explicou.
O TP
Instigado a expor de que forma vê o jornal ao longo de sua trajetória, Marco Antônio afirma: consolidado por ser diferente. “É um jornal do bem voltado a promover pessoas e a sociedade onde essas pessoas vivem. Culpa do diretor, presidente, proprietário, João André Lehr, que durante décadas de saudável convívio se tornou uma ‘entidade’ respeitável e confiável no âmbito regional e além, sempre assessorado por uma equipe comprometida com o princípio editorial do jornal que muda algumas vezes, mas mantém a essência de promover o desenvolvimento regional”.
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