Em meio ao noticiário cotidiano que eu tenho assistido na televisão, ou conferido no Algoritmo, que só me envia coisas que eu gosto de ler, me chamou a atenção as lambanças envolvendo a roubalheira astronômica do caso Master e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos, principalmente Dias Toffoli e Alexandre de Morais.
Alexandre de Morais, o todo poderoso ministro que evitou um golpe militar e botou ordem na casa, anda em desgraça da qual não vejo muita chance de sair. O ‘contratinho’ da digníssima esposa com o Banco Master destrói qualquer reputação. Confirmado que são dezenas de milhões de reais efetivamente recebidos, não há o que fazer sob o sol que limpe a mancha. A mulher de César não basta ser honesta, precisa parecer honesta. Até o momento, quanto mais explica, mais complica. E não me parece que vá aparecer jeito de explicar. Dias Toffoli já recolheu o rabo entre as pernas e é outro que a história não vai poupar quando ficarmos sabendo mais sobre as falcatruas do Banco Master.
A meu ver, na minha opinião como a de quase todos, ministro do STF não precisa ter sigilo bancário. Assim como a remuneração que recebe é pública, tudo que se refere às movimentações financeiras de um ministro do Supremo deveriam estar disponíveis a todos os órgãos de fiscalização sem necessidade de autorização de quebra de sigilo. Afinal, ninguém na República precisa ser mais honesto que o ministro do Supremo Tribunal Federal.
… às amplas e rotineiras mentiras divulgadas nas redes sociais fazem os números da corrida eleitoral pela presidência darem osciladas.
Outro que anda se enrolando de graça é o Lulinha. Se não há problemas melhor é liberar já ao invés de ficar uma trupe de possíveis delinquentes, deputados e senadores, fazendo de tudo para evitar a quebra de sigilo do Lulinha. Quem está na seara pública tem que ter vida pública e dados abertos. Ao tentar esconder ficam mais sujeitos aos julgamentos equivocados e sem provas.
Fique claro que neste país ideal do qual escrevo, a imprensa não poderia comprar informações como compra de todos os grupos que se juntam para analisar qualquer matéria onde os dados só deveriam ser divulgados após o devido relatório final. Quando a imprensa diz que ‘conseguimos os dados levantados na reunião…’ temos uma falcatrua, certamente remunerada por alguém que alega o ‘sigilo das fontes’.
Temas como os acima citados têm causado efeitos temporários nas pesquisas eleitorais. Associadas às amplas e rotineiras mentiras divulgadas nas redes sociais fazem os números da corrida eleitoral pela presidência darem osciladas.
A guerra no Irã nos mostra todo dia que tudo pode ser pior que as piores coisas que ocorrem aqui, exceto o que se passou na pandemia quando o governo negligente de então viabilizou centenas de milhares de mortes que poderiam ser evitadas.
Por outro lado, os reflexos da guerra de tão longe que quase nada deveria repercutir aqui já podem ser vistos em postos de gasolina que aumentaram os preços dos combustíveis no susto.
O carnaval acabou. Trump continua causando transtornos pelo mundo inteiro e quem tem telhado de vidro pode esperar que a sua hora vai chegar como cantam as torcidas de futebol. No final do ano aqui e nos Estados Unidos haverá quem tenha de prestar contas.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


