Universalizar o acesso ao esgotamento sanitário é um dos maiores desafios de infraestrutura do Brasil, especialmente nos municípios que ainda convivem com baixa cobertura do serviço e décadas de déficit em investimentos no setor. A região da Campanha gaúcha, com os exemplos de Aceguá e Pedras Altas, fazem parte de uma transformação que mobiliza cidades em todo o país, impactando diretamente ruas, bairros, famílias e a qualidade de vida da população.
O índice de cobertura em Aceguá e Pedras Altas passou de 0% para 99,4% e 97,4%, respectivamente, dentro do plano de expansão da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan-AEGEA) para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento, que determina a universalização do acesso à coleta e tratamento de esgoto com pelo menos 90% da população conectada à rede até 2033.
“O saneamento é uma infraestrutura de base para a evolução da sociedade, e por isso falar em universalização do acesso é mobilizar um país pela redução das desigualdades sociais. Estamos falando em obras estruturantes que deixam benefícios permanentes para o hoje e para as próximas gerações”, afirma Samanta Takimi, diretora-presidente da Corsan-AEGEA.
Na região Sul do Estado atendida pela Corsan-AEGEA, a expansão já realizada nos municípios de Aceguá (99,4%), Pedras Altas (97,4%), Estância Velha (18,3%), Canguçu (15,9%), Jaguarão (8,9%), Sapiranga (6,7%) e Rio Grande (2,9%) representa a inclusão de 103 mil pessoas ao sistema de esgotamento sanitário. Na prática, equivale a incorporar, em menos de três anos, uma cidade do porte de Lajeado ao sistema de coleta e tratamento de esgoto da Companhia.
Segundo a médica Carla Pintas Marques, especialista em saúde coletiva, os efeitos multiplicadores do saneamento aparecem em todas as áreas. “O saneamento básico é um dos pilares estruturantes da saúde. Ele atua na prevenção de doenças, na promoção da qualidade de vida e na redução das desigualdades sociais”, afirma.
Estudos do setor mostram que cidades com maior cobertura de esgoto registram, além da redução de doenças de veiculação hídrica e menos internações hospitalares, melhora das condições ambientais, valorização urbana, redução da evasão escolar e aumento da qualidade de vida das famílias.
É com esse pacote que a Companhia executa um plano de aproximadamente R$15 bilhões em investimentos até 2033. O objetivo é acelerar a expansão da infraestrutura sanitária e praticamente triplicar a cobertura de esgotamento sanitário no Rio Grande do Sul nos próximos anos. O plano inclui implantação de redes coletoras, ampliação de estações de tratamento, novas elevatórias e novas ligações domiciliares.



