CULTURA NA REGIÃO

17º Festival Internacional de Cinema da Fronteira movimenta Bagé e região nesta semana

Com encerramento no sábado (2), evento traz como temática "Volver a Los 17". Exibições dos curtas e longas-metragens acontecem no Cine7

As cidades gaúchas de Bagé e Sant’Ana do Livramento estão recebendo desde o dia 28 de abril a 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. O evento, que encerra suas atividades no sábado (2), conta com 30 títulos concorrendo ao novo Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa. Em paralelo ao festival, acontece o laboratório de projetos Sur Frontera WIP LAB, voltado para profissionais do audiovisual. Atividades de formação e apresentações musicais todos os dias complementam a programação que é totalmente gratuita.

O evento homenageia grandes nomes da cena cultural local. Nesta edição, Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025) receberão a honraria. A exibição dos longas em competição acontece no Cine 7, precedidas pela projeção de curtas da mostra principal, com atrações no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA).

Pela primeira vez, o Festival da Fronteira conta com a parceria da Assembleia Legislativa na premiação. Serão concedidos aos realizadores um total de R$ 15 mil, sendo R$ 10 mil ao melhor longa e R$ 2,5 mil ao melhor curta e ao melhor curta de animação. A competitiva reúne 30 títulos de 18 países, divididos por igual em longas, curtas e curtas de animação, vários deles inéditos. Dos longas, oito deles são dirigidos por realizadoras ibero-americanas. Seis produções gaúchas serão exibidas fora de competição. Onze projetos do Brasil e América Latina concorrem no Sur Frontera WIP LAB.

O prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, vê o evento como motivo de orgulho para a cidade e o estado. “A cada edição, nossa cidade recebe nomes importantes do cinema e reafirma seu lugar como um polo de produção e valorização da cultura audiovisual”. Para o gestor, o evento projeta Bagé, movimenta a economia, fortalece a identidade cultural e gera impacto positivo para a região. “Neste ano, o festival conta com o apoio da Prefeitura e também da Assembleia Legislativa, uma parceria importante que construímos e que amplia ainda mais a força do evento”, destaca.

Para o secretário de Cultura de Bagé, Zeca Brito, a festividade é uma oportunidade para o município crescer culturalmente. “O Festival de Cinema é uma oportunidade que a gente tem para olhar para nós mesmos, para Bagé se olhar no espelho e reconhecer o seu potencial”. Ainda, ele destacou a importância para o crescimento e evolução de acadêmicos. “Ele tem uma função de ser um vetor de desenvolvimento pra região, de oportunizar que estudantes dos cursos de jornalismo, dos cursos de música, de letras possam exercer a sua profissão, possam conviver com artistas, ter um contato com a cultura que é muito profissionalizante”.

A programação para o sábado conta com mesas de debate pela manhã, com os temas “Audiovisual, Soberania e Democracia” e “Encontro Cultura Viva da Fronteira”. Durante a tarde, a comunidade poderá assistir ao Samba na Praça com a Orquestra Rubens Veiga, além das sessões especiais que serão exibidas no Centro Histórico da Vila de Santa Thereza (CHVST). Pela noite, acontece a cerimônia de premiação no Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA). Na divulgação dos resultados, Elvira Nascimento e Paulo Ricardo de Moraes serão laureados. O evento será encerrado pelo Sarau do Solar com Maria Luiza Benitez, também homenageada.

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