Já está na hora de começarmos a tratar com mais atenção as eleições de 2026. Faltam seis meses para que o povo mais uma vez escolha seus eleitos para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Trocar deputado é trocar seis por meia dúzia. Após as eleições, o Centrão tomará conta da Câmara dos Deputados e tudo seguirá como sempre. As assembleias legislativas e a Assembleia Distrital em Brasília seguem uma lógica parecida. Nas assembleias os novos deputados ficam iguais aos antigos no dia da posse e todos os privilégios passam a ser direitos.
No Senado a coisa pode mudar um pouquinho de figura, embora o governo consiga controlar a Casa hoje e qualquer presidente eleito conseguirá controlar a Casa no próximo mandato. Ainda assim, para evitar de ter que comprar os senadores com muito, o governo atual pretende comprar os senadores com menos. No fundo, o controle passa pela quantidade de cargos que o governo terá de distribuir entre os amigos e entre os adversários, para que fiquem amigos. Se Lula for reeleito teremos uma base de governo mais forte no Senado no próximo mandato.
Com pouco impacto nas eleições, a CPI do INSS acabou em pizza uma vez que havia muitos do governo Bolsonaro, principalmente e do governo Lula envolvidos, além de empresários, senadores e deputados. Melhor tocar a culpa no Lulinha e encerrar a palhaçada. Aliás, faz 24 anos que querem pegar o Lulinha, incluindo aí os mais de dois anos e meio de Temer e os quatro de Bolsonaro. Até hoje não conseguiram provar entre outras coisas que Lulinha é dono de infinitas fazendas, que não tem sede, nem que Lulinha é dono do Marfrig e da JBS. Alguma coisa deve ter, resta saber se levarão mais 24 anos para descobrir.
Acredito que o Estado vai escolher o governador do mesmo partido do presidente. Será inteligente se assim proceder.
O Estado do Rio Grande do Sul é uma coisa interessante. Cada ano que passa o governo do Estado fica menos importante na sociedade gaúcha. Daí que conseguimos chegar nessas eleições sem um único nome capaz de empolgar. Os que parecem mais perto de ser governador são Edegar Pretto (PT), Luciano Zucco (PL) e, correndo por fora, Juliana Brizola (PDT), Gabriel Souza (MDB), Covatti Filho (PP). É o que dizem as últimas pesquisas. No segundo turno deve ficar entre Luciano Zucco e Edegar Pretto. Edegar Pretto tem contra si uma ligação histórica com o MST. Pimenta (PT) seria na minha opinião mais forte se é que consegue sustentar uma boa atuação no episódio da enchente. No campo direita Luciano Zucco incorpora o bolsonarismo. Acredito que o Estado vai escolher o governador do mesmo partido do presidente. Será inteligente se assim proceder.
Lula só perde para ele mesmo. Precisará fazer muita bobagem para perder. Quem está no poder só perde se for incompetente. Além do mais, confirmando a tendência de que Tarcísio de Freitas não está lá essas coisas em São Paulo e que para bater em Flávio Bolsonaro há argumentos de sobra, muitos defeitos e poucas virtudes, a eleição poderá ficar tranquila para Lula se Trump continuar atrapalhando muito o Brasil e o mundo.
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