O presidente dos Estados Unidos tem uma afeição extraordinária pela imagem que tem. Gosta tanto que se não estiver em evidência de alguma forma o homem deve entrar em depressão profunda. Seja como presidente, como empresário picareta mas bem sucedido entre acertos e erros, como o homem que compra o silêncio de mulheres com quem se envolveu fora do casamento, seja como o cara envolvido num processo de aliciamento de menores para a prática sexual. Falando mal ou falando bem, Trump quer que falem dele.
Não tenho lembrança de alguém que se auto elogie como ele. Tudo que ele faz é maravilhoso, seja um depoimento verdadeiro ou falso. Aliás, Trump não tem compromisso algum com a verdade. A única coisa que importa é a verdade dele, para ele. Fossem verdades as informações que Trump já deu, as guerras na Ucrânia e em Gaza já estariam terminadas. Nestas idas e vindas, Trump vende armas, tenta se apropriar de terras raras e mata gente por aí a fora, tudo em nome da paz.
Dias atrás, chegou a ser indicado pelo israelense que destruiu Gaza e matou dezenas de milhares de pessoas ao prêmio nobel da paz. Imagino se houvesse o prêmio de “Senhor da Guerra”. Neste, Trump seria imbatível, se bem que tem concorrentes e não são poucos.
Os problemas brasileiros vão muito além de Trump. É preciso resolver as questões que envolvem Bolsonaro.
Como nem só de guerras vive o homem, resolveu arrecadar impostos como ninguém neste planeta. E há quem aprove. As tais tarifas de Trump têm o viés de arrecadar mais impostos. Tudo que a chamada direita que apoia Trump abomina. Ao aumentar tarifas de importação, Trump faz os preços dos produtos aumentarem, quem paga é o povo. Se quem vende vai receber menos, quem paga é o povo, o empresário que vende. Mas Trump não está preocupado com empregos, preços, povo, Trump adora estar em evidência. O motivo pouco importa.
Até o momento, as estripulias de Trump vem ajudando o Brasil ( e elevando o cartaz de Lula). Com a tarifa de 50% aplicada ao Brasil, alguns setores terão alguns problemas, mas hoje os Estados Unidos influem em apenas 2% do PIB brasileiro. Um marolinha. Que temporariamente vai gerar alguns problemas. Enquanto isso, novos mercados se abrem ao Brasil, uma vez que os Estados Unidos é um concorrente que muitos, podendo, irão descartar, totalmente ou em parte.
Certo é que a esquerda brasileira estava precisando de um Trump da vida. O governo Lula é bem razoável, talvez bom. Com Trump de cabo eleitoral, Lula será forte candidato à reeleição no próximo ano.
Os problemas brasileiros vão muito além de Trump. É preciso resolver as questões que envolvem Bolsonaro. Hoje, se a esquerda não se interessa por ele, a direita vê Bolsonaro e a família como um problema. Sem noção, e defendendo o pai sem se importar com o Brasil, o filho nos Estados Unidos é um problema diário para todos que pretendem voltar ao poder no próximo ano. A esta altura do campeonato, Bolsonaro é carta fora do baralho, um problemaço que a direita espera que Alexandre de Moraes resolva logo. Enquanto isso, vai demorar um pouco para o Supremo decidir o que todos esperam que decidirá.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


