FORASTEIRO
Se teu destino é a nossa cidade de Candiota, és bem-vindo. Somos acolhedores, abraçamos aos que nos visitam e abrimos as portas para trabalhadores que buscam vida nova e novas experiências.
Temos pleno emprego e oportunidades. Temos também um comércio já implantado e adequado ao nosso gosto e necessidades.
Numa vista de olhos, somos um povo bem resolvido, uma massa de pessoas que produz alimentos no campo e bens na cidade.
Somos, enfim, uma massa consistente de pessoas, que trabalham muito e que te acolhem. As portas estão abertas, a mesa está servida, desfrutes.

FAROESTE CAMPEIRO
Cuidado, porém, há perigo nas esquinas. Nem tudo são rosas. Há muitos espinhos e precisas estar atento e forte para enfrentá-los.
Não temos ainda um plano urbanístico. As pessoas invadem e constroem suas moradias em áreas impróprias.
Áreas públicas, de todos, portanto, são doadas para uso comercial particular. As praças já não são do povo. São propriedades. Se te faltarem os vis metais, não serás bem-vindo ao que é teu, nosso por direito.
Cuidado, há perigo na estrada! A MAC já foi uma bela e segura via de acesso. Hoje não é mais. O peso absurdo, a ganância exacerbada deformam o leito de rodagem.
Os obstáculos (quebra-molas) afundaram e são um perigo para automóveis. Hoje não quebram molas, mas quebram pescoços.
Ao chegares à cidade, vais encontrar uma sucata absurda com restos de ônibus, caminhões etc. Tudo que já não serve é exposto numa vitrine coletiva.
Claro, há cavalos pastando em áreas públicas, uns amarrados, outros soltos exibindo o péssimo cuidado dos donos. Cavalos velhos e trôpegos, já sem forças para trabalhar viram monumentos expostos.
Cargas absurdas afundam quebra-molas e cavalos abandonados afundam a nossa auto-estima.
É PRECISO AMOR…
…para poder sorrir, é preciso amor para progredir e é preciso amor, muito amor.
JÁ CONTEÚDO NO IMPRESSO



