PAPO DE REDAÇÃO – 30/JAN/2026

NÃO É BAIRRO DE CANDIOTA

Quando se insiste com veemência de que a sede de Candiota não é um bairro, não é por uma questão de semântica ou de nomenclatura apenas – ah, não pode chamar de Dario Lassance porque existe uma lei que extinguiu esse nome. Não é por isso também, pois não tem como repreender o povo em chamar um lugar que por mais de 60 anos tinha esse nome de batismo (só o tempo muda isso). Querer comparar a sede de Candiota com outras localidades do ponto de vista de atenção pública é um retrocesso no pensamento enquanto cidade e coletividade. Já se referiu várias vezes que a sede é composta por vários bairros: Centro (ainda sem uma lei que o defina territorialmente), Portelinha, Areal, Vila Airton, Viver Melhor, Residencial Candiota, Loteamento Raupp, Candiotão, Loteamento Cimbagé, Beco da Aracy (Sovaco da Cobra) e região do Hotel Dal Cortivo (esse ainda sem nome).

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As outras localidades urbanas ou urbanizadas distantes da sede – esses podem ser chamados de bairros, como Vila Residencial, João Emílio, União, São Simão e Seival são superimportantes e merecem total atenção do poder público, porém não deveriam disputar atenção no mesmo nível que a sede. Isso é um bairrismo que precisa ficar no passado e que hoje não existe mais. Essa divisão, o próprio poder público municipal precisa começar a fazer e isso exige coragem política.

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A sede é a localidade onde todos e todas circulam, porque ali é o coração da cidade. É nela que está a Prefeitura (deveria estar a Câmara também e todas as secretarias de governo – quem sabe no futuro), a rede bancária, o grosso do comércio e a vida noturna. É onde acontece os grandes eventos. Toda a comunidade, inclusive a rural, precisa enxergar e ter essa visão sobre nosso centro geográfico. Nas demais localidades não pode faltar o básico jamais, como saúde, educação, transporte, limpeza e organização urbana, entre outras coisas. Mas a sede sempre precisa do olhar diferenciado, pois é nela que, inclusive, quem vem de fora observa e circula mais.

DESCONTRUIR DARIO LASSANCE

A figura de Dario Lassance – o engenheiro da Viação Férrea, que faleceu em 1930 e deu nome a estação ferroviária da localidade em 1935, nunca teve relação de afinidade com Candiota (ao menos é o que se tem historicamente até o momento). Com todo o respeito que sua memória merece e por certo foi um homem digno, pouco se sabe da sua vida, de sua família e tudo o mais. Por acaso, por ser uma tradição da Viação Férrea na época, seu nome batizou a estação. Mas como já dito e redito, quem olha de fora acha que ele foi um herói local, de tanto que seu nome é usado. Deveria, no máximo, ser o nome de uma rua. Já se corrigiu o nome do ginásio municipal, que agora merecidamente é Lucas Porciuncula. A localidade, apesar do povo ainda chamar, na lei não é mais Dario Lassance e sim Candiota. A praça central deveria mudar seu nome para Praça Antônio de Souza Neto (herói farroupilha que proclamou a República Riogradense em solo candiotense em 1836) ou para Praça Marechal Mallet, francês-brasileiro que descobriu o carvão mineral nessas terras em 1827.

CENSO ANIMAL EM CANDIOTA

A vereadora Luana Vais (PT) reportou esta semana que a sua moção de apoio aprovada na Câmara já foi remetida à Receita Federal do Brasil (RFB), pedindo que recursos do abatimento do imposto de renda (IR) sejam destinados à causa animal do município. Ela assinala que são feitas 60 castrações mensais entre gatos e cães, mas que o ideal seriam 200, segundo dados analisados em relação à população local. Neste sentido que reforça a necessidade de aporte de mais recursos, inclusive para que seja realizado o censo animal, no sentido de quantificar a população canina e felina no município e partir disso planejar políticas públicas, já que os animais soltos, não só de grande porte, segundo ela, são um problema.

SEM PÚBLICO EM CANDIOTA

A sessão ordinária da Câmara de Candiota esta semana não teve a presença de público em função das reformas que o plenário do Legislativo está passando. A reunião aconteceu na sala da presidência e teve presença apenas de assessores, além do prefeito Luiz Carlos Folador (MDB), que acompanhou o encaminhamento de alguns projetos de interesse do Executivo. A sessão, como sempre, foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, por meio das redes sociais.

HULDA E NIKOLAS

Falando na sessão de Candiota, a vereadora Hulda Alves (MDB) elogiou esta semana a caminhada de pouco mais de 200km entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na semana passada. Hulda disse que ela e Nicolas professam a mesma fé e também possuem muitas pautas em comum.

MEMORIAL EM CANDIOTA

Os vereadores Paulinho Brum (PSDB) e Gildo Feijó (MDB) estão propondo a construção de um memorial em homenagem ao artista plástico candiotense falecido recentemente, João Henrique Dill Duarte, o Funga, que ao longo de sua trajetória sempre fez um trabalho de resgate, seja por meio das lentes de sua câmera fotográfica, seja nas suas obras de arte em cerâmica ou outro material, além da sua preocupação em preservação da história local arrecadando objetos e documentos.

JÁ FOI PUBLICADO NO IMPRESSO

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