TRÊS TOQUES – 13/FEV/2026

CARNE-VAL
Chegou, enfim, a festa da carne. Despimos nossas vestes usuais e nos fantasiamos de arlequins e outros personagens relativos à maior festa popular brasileira.
Vivemos na pobreza, mas adoramos ‘a-bunda-ncia’ no comportamento, nas vestes, nas máscaras e fantasias.
Sim, o carnaval é fantasia, é sonho de liberdade e liberalidade. Tudo é possível, a nudez, a máscara e a fantasia. O mundo real vai para as ‘cucuias’ e entra o mundo do faz-de-conta!
As RAINHAS, sim, o carnaval tem rainhas, muitas por sinal, de bateria, de alas e contra-alas e muitas mais, reinam com seu despudor, seus gingados ‘a-bundantes’. Um reino de três dias, soberanas nas suas fantasias.

FANTASIA
Muito triste, dura só três dias. Alguns desfilam pelo ano todo, arrastando atrás de si suas dores, suas mágoas e tristezas em busca do sonho, da ventura e das realizações.
O carnaval é o escape da opressão, da pobreza, da discriminação e de tudo o que explora e escraviza. É um grito desesperado de socorro, uma última fuga em busca de algo inalcançável aos pobres, aos pretos e infelizes.
Todo dia é dia de carnaval, ou seria se o mundo fosse justo e a dignidade humana fosse implantada. A índole brasileira é carnavalesca, é de sonho, de ostentação e requebros das cabrochas e seus passistas.
Se não houvesse quarta-feira seria o paraíso com muitos Adãos e Evas desfilando seus sonhos de serem reconhecidos como gente igual a gente.
Porém, as cinzas são parte do show. As dores voltam a doer, o preconceito volta a oprimir e a saudade, a saudade é uma vaga lembrança…
Alegria, graça e rebolado fazem bem à saúde e a sociedade. Por todo o tempo, não por três dias apenas.

VÊM, vamos…
…embora encarar a vida que nos dá respeito e carinho, que nos põe alerta para com o “outro”, nosso irmão de jornada e a todos os que amam e são amados, enfim, o amor é infinito!

Comentários do Facebook