DEMANDAS

Reajuste salarial do funcionalismo de Candiota é anunciado e vereadores da base e de oposição comemoram

Presidente da Câmara sinaliza que, além da reposição, um aumento real poderá ocorrer

Reunião entre os vereadores Gildo e Hulda, o vice Marcelo
e o secretário Fabiano ocorreu esta semana na Prefeitura Foto: Sabrina Monteiro/Assessoria PMC

Em 2025 não houve, por parte da Prefeitura, uma proposta de reajuste salarial do funcionalismo. A alegação na época foi de falta de recursos – fato contestado pelo Sindicato dos Municipários de Candiota (Simca), que afirmou ter sido a primeira vez que isso aconteceu.

Nesta semana, numa reunião na Prefeitura, entre o vice-prefeito Marcelo Gregório (PSD) e o secretário Geral de Governo, Fabiano Mussoline – que representaram o prefeito Luiz Carlos Folador (MDB) com os representantes da bancada governista na Câmara, Hulda Alves e o presidente do Legislativo, Gildo Feijó (ambos do MDB), o governo apontou que neste ano haverá sim a reposição, inclusive com a recuperação do índice de 2025. A demanda foi levada por Gildo e Hulda em forma de documento até o governo.

Na reunião na Prefeitura, Gildo disse que o assunto preocupa os vereadores da base. “Solicitamos que o governo estude uma possibilidade para recompor o que não foi dado em 2025, e também para ajustar a deste ano”, solicitou Gildo.

O vice-prefeito Marcelo disse que a solicitação é justíssima. “Isto também é um sentimento nosso, e em conversa com o prefeito Folador, acertamos que na sexta-feira (20) iremos até a Câmara para entregar o projeto em mãos ao presidente. Para a nossa administração, o funcionalismo sempre foi e continuará sendo o maior patrimônio da nossa cidade”, destacou ele.

A Prefeitura não revelou qual será o índice que irá propor agora. O último reajuste foi em 2024, de 8,5% no salário e 12,5% no vale-alimentação.

REPERCUSSÃO NA CÂMARA

Na sessão da Câmara desta semana, houve uma espécie e comemoração tanto da bancada da base do governo como da oposição em relação assunto. A ideia de que o projeto de lei será enviado até esta sexta-feira (20) à Câmara, foi reforçada nos pronunciamentos.

A vereadora Luana Vais (PT) afirmou que espera diálogo do Executivo com o Sindicato dos Municipários (Simca), porque, segundo ela, é ele quem representa os funcionários e deve acompanhar esse processo. “Espero que possa, de fato, acontecer essa reposição. Tomara que venha recuperando o que o pessoal perdeu, porque Candiota entrou na história, deixando os funcionários um ano sem reposição”, lembrou.

O vereador Gildo reafirmou que ficou acertado que teria sim a reposição salarial. “Nosso vice imediatamente combinou com o prefeito Folador que vem para esta Casa a reposição salarial do ano passado, que infelizmente o Executivo não conseguiu cobrir, juntamente com a reposição deste ano. E quem sabe, um ganho real em cima ainda, que é isso que nós queremos, é por isso que lutamos. Os funcionários públicos municipais, em sua grande maioria, merecem, fazem jus a isso. Eu acho que é obrigação de cada um e não precisa ser do sindicato para lutar por isso”, afirmou.

O vereador Marcelo Belmudes (PT), que também preside o Simca, aproveitou e fez um agradecimento aos vereadores da base do governo, que foram dialogar com o Executivo numa demanda que, segundo, já era pauta na Câmara desde o ano passado. “Uma luta que infelizmente não tivemos êxito. Mas parece que agora neste ano, graças a Deus, todos os servidores terão o aumento. O Simca, bem como eu, enquanto presidente, têm buscado o diálogo com a Prefeitura desde o final do ano passado, vocês presenciaram isso, minha tentativa de diálogo com o prefeito. Este ano da mesma forma, a gente tem solicitado diálogo, através de reunião, que a princípio estava marcada para o dia 25 para tratar este assunto. Mas se o Executivo irá antecipar, ficamos muito contentes”, assinalou.

Por fim, a líder do governo na Câmara, vereadora Hulda Alves (MDB), se referiu a, segundo ela, sensibilidade do governo, com as demandas da base. “Hoje, graças a Deus, conseguimos avançar mais um pouco. Essa conversa nunca deixou de existir, desde o ano passado, quando sofremos junto ao funcionalismo pela ausência da reposição. E pelo que conversamos, será algo muito bom, acreditamos nisso e continuamos, como sempre, nesse nosso papel de construir esse relacionamento entre o funcionalismo, governo e população”, ponderou.

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