A ideia de que exista um Deus só para ocupar-se de coisas aparentemente sem importância, me parece além de poética, realmente bonita. Existem em nosso cotidiano, pequenas coisas que estão presentes sem que jamais tenhamos refletido sobre a real importância delas.
São objetos modestos, mas ao mesmo tempo essenciais e que por vezes os manuseamos como se fossem presentes desde quando foram criados. Curioso ainda é que sequer nos passa na mente, indagar quem os inventou, e em alguns casos, até agradecer por existirem, uns criados pelo ser humano, outros obra do divino Criador.
Já passou pela cabeça do cidadão mais letrado, por exemplo, que a joaninha, aquele micro inseto colorido, tivesse a utilidade de tratar-se do maior predador do pulgão que é uma praga do trigo e de várias outras plantações?
Alguns amigos já me disseram que a invenção das letras, dos números e das notas musicais são os inventos mais importantes. Corroborando à invenção da música, não se pode olvidar a célebre frase do pensador NIETZCHE: “Sem a música, a vida seria um erro!”
Fantástica definição, pelo menos para mim, que enxergo a música como uma verdadeira e magnífica terapia!
O minúsculo fósforo, que mediante uma pequena riscada de sua cabeça é capaz de acender um fogão, um lampião, uma vela ou o que mais precisarmos, é dos inventos bem interessantes. A perfeição da formação de um par perfeito composto por agulha e linha que proporcionam a existência da arte manual da costura, muito embora as vezes realizada por uma máquina de costurar, mas que nem por isso deixa de ter imensa utilidade e proveito.
As chaves e as fechaduras que garantem a segurança de nossos lares, os segredos de muitos cofres, assim como os pequenos abridores de latas que possuem embocadura exata e um encaixe perfeito para a finalidade a que se destinam, e ainda os clipes de folhas de papel a evitarem que elas resolvam alçar voo ao sabor do vento.
Pode até parecer idiotismo de minha parte exaltar pequenos inventos nestes tempos de sofisticados avanços tecnológicos que tornam realmente pequenos os engenhos que acabei de mencionar, mas o fato é que tais criações da humanidade, por mais contraditório que possa parecer, desempenham papeis fundamentais no dia a dia, e quase sempre, em benefício da humanidade.
Sugiro ao caro (a) leitor(a) prestar atenção às pequenas coisas que nos rodeiam, cuja importância frequente nos passa despercebida. A curiosidade, como uma capacidade pessoal de nos surpreender, é um exercício inclusive para afastar um eventual tédio ou o enfado do nosso cotidiano, e ao mesmo tempo, para mostrar a importância dos detalhes ínfimos da nossa existência.
“NÃO TENHA VERGONHA DE SER FELIZ NO SIMPLES. SINTA VERGONHA DE VIVER DE APARÊNCIAS.”
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