HABITAÇÃO

CGT Eletrosul estuda Reurb Social para repasse de imóveis em Candiota

Uma audiência com o presidente da empresa foi realizada nesta quarta-feira (13)

Comitiva de Candiota junto ao diretor-presidente da Eletrobras, Cleicio Martins Foto: Divulgação/CGT Eletrosul/Especial TP

Um alento foi para as famílias que moram em  mais de 400 casas que ainda pertencem à CGT Eletrosul, nas Vilas Operárias e Residencial, em Candiota. Uma reunião nesta quarta-feira (13), na sede da empresa, em Florianópolis, mostra que a situação evoluiu para muito melhor.

Na ocasião, conforme informações repassadas pela própria empresa, por meio da Assessoria de Comunicação, foi discutida a possibilidade de enquadramento na Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S) dos imóveis residenciais de propriedade da empresa.

O encontro contou com a participação do diretor-presidente da Eletrobras CGT Eletrosul, Cleicio Poleto Martins e de uma comitiva de Candiota composta pelo prefeito Luiz Carlos Folador (MDB); presidente da Câmara, Marcelo Gregório (PSDB); da vereadora Luana Vais (PT), vereador Adriano Revelante (MDB) e do sindicalista Darlan Oliveira, que representou as comunidades interessadas.

Neste momento, está em fase de contratação uma empresa especializada que auxiliará a CGT Eletrosul, o Executivo e o Legislativo municipais, em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS), na concepção do projeto que, a partir da regularização dos imóveis, poderá proporcionar a transferência da titularidade das residências à população de baixa renda. “Ressaltamos que esta medida não tem relação com o processo de venda da Termelétrica Candiota. Esta iniciativa reforça o compromisso da Eletrobras CGT Eletrosul na busca por uma solução que proporcione segurança jurídica para a Companhia e para os atuais ocupantes das residências, considerando sempre o diálogo e a negociação com as diferentes partes envolvidas”, assinala a nota enviada ao TP.

COMITIVA

 

A comitiva candiotense assinalou, por meio de um vídeo, que o aceno da diretoria da CGT Eletrosul foi extremamente positivo. Como se viu, ainda não há um maior detalhamento de como será o novo processo, apenas, todos comemoraram os resultados da audiência.

A audiência desta quarta para debater as casas, foi intermediada, segundo a vereadora Luana, pelo Ministério de Minas e Energia.

 

RELEMBRE

 

Para relembrar, no início de 2022, a CGT Eletrosul publicou um edital de leilão dos imóveis, com valores muito acima do que realmente valem. A partir dali, um sentimento de muita apreensão, mas também de mobilização, foi gerado nas comunidades. Em meio a isso, a Eletrobras, que controla a CGT Eletrosul, foi privatizada em meados de 2022.

Com apoio das forças políticas, como Prefeitura e Câmara, mas também com o envolvimento decisivo da DPE-RS, se deu início a um processo de negociações, que num primeiro momento gerou a suspensão do leilão (que perdura até hoje) e depois a proposição por parte da empresa, após um estudo, de preços bem mais acessíveis e uma negociação de venda. Justamente na parte da negociação que a situação havia travado desde então, mesmo que alguns moradores tenham já adquirido seus imóveis pelas condições previstas.

ORIGINALMENTE ESTE CONTEÚDO FOI PUBLICADO NO JORNAL IMPRESSO*

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