O efeito Trump

Faltando menos de seis meses para o primeiro turno das eleições deste ano, com destaque para a escolha do presidente, muitas coisas já estão nas ruas, entre estas as pesquisas eleitorais que neste momento apresentam um empate técnico para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Há coisas que parecem ser inexplicáveis como este empate técnico, mas nada acontece por acaso. Flávio, Zema, Caiado, os principais nomes da elite que pretendem concorrer este ano, por ações históricas das elites brasileiras, estão com alguma evidência graças aos erros da esquerda.

As elites brasileiras, desde que aqui chegaram os portugueses, franceses e holandeses, logo após o ano 1.500 governaram o Brasil por 500 anos e nos entregaram o Brasil onde vivemos no ano 2.000. De relevante, mataram os índios, escravizaram os negros e roubaram o que puderam roubar. Continuam roubando sem dó, nem piedade.

Fizeram algumas coisas também. Coisas que beneficiam poucos e jogam a multidão na pobreza ou quase isso. Há, porém, os que acreditam que seguindo a cartilha dessas elites em 4 anos tudo será resolvido.

O Banco Central independente desde fevereiro de 2021 (o presidente era Jair Bolsonaro) continua impondo taxas de juros de quase 15% e inviabilizando as contas de um governo federal que tem que pagar uma dívida que aumenta mais de 1(um) trilhão de reais por ano. Como eu também não sei explicar de supetão o que isto representa, vou à calculadora para explicar que estes juros distribuídos para as elites brasileiras e estrangeiras que vem por aqui ‘aplicar no Brasil’, compram 10 milhões de automóveis que valem R$ 100 mil cada um. Um automóvel desses para cada habitante do Rio Grande do Sul, por ano, é o que podem comprar com os juros da dívida com taxa Selic a quase 15% ao ano, com inflação que está longe de 5%. Só no Brasil, só nas vantagens obtidas por uma elite que tornou o Banco Central independente dos menos favorecidos.

Mas não falta quem ache um absurdo um programa de inclusão social que transfira R$ 10 bilhões aos mais pobres. R$ 10 bilhões é cem vezes menos que R$ 1 trilhão.

Menos mal que este ano teremos o efeito Trump, o mais relevante expoente da direita no mundo. Trump é um exemplar que acabou com a diplomacia de um país como os Estados Unidos e colocou a tratar das relações internacionais de lá, um sócio do presidente, que atua na área do comércio internacional, devidamente assessorado pelo seu genro. Coisa de fazer inveja a qualquer miliciano brasileiro. Comparando com Trump, PCC e Comando Vermelho devem ser julgados em tribunal de pequenas causas. Aliás, o que você que está lendo diria, se todos os negócios do Brasil fossem feitos para atender os interesses econômicos do Lula e de sua família?
Os amantes de Trump e dos Estados Unidos acham essas coisas normais.

Eu não acho que a esquerda é honesta e a direita é desonesta. Mas vivemos num país (e no mundo) que independente de quem seja o presidente, a riqueza está ficando cada vez mais concentrada nas mãos de poucos. Daí que é necessário ter um governante que utilize os recursos que o governo arrecada para investir na redução das desigualdades sociais. Os ricos nunca se preocuparam no Brasil com as desigualdades sociais.

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