Público, privado ou roubado

O assunto mais importante no Brasil neste momento continua sendo o roubo associado ao Banco Master, o maior que se tem notícia na história do Brasil que, se bem contada, possivelmente teria coisa maior. Mas vamos ao que a realidade provável nos mostra.

Na semana passada coloquei alguns nomes no poleiro mais sujo da nação e esqueci do presidente do PP, Ciro Nogueira, que é malandro conhecido em todas as rodas e que era cotado para ser o vice de Flávio Bolsonaro. Este, que não tem pai com as costas quentes, já foi rifado de vez.

Flávio esperneia dizendo que o filme foi bancado com dinheiro privado. Será?

Se tudo estivesse sendo manipulado com dinheiro privado não haveria nenhum problema em pagar mais de 80 milhões de reais para a esposa do Alexandre de Moraes por um contrato suspeito por ser aparentemente superfaturado.

Se fosse dinheiro privado, qual seria o problema de fazer um investimento no presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, uns 150 milhões de reais, para intermediar uma transação lícita?

Se fosse dinheiro privado até se poderia pensar na legalidade de um brindezinho mensal de 500 mil reais para o Ciro Nogueira propor umas leis que favorecessem negócios legais do Banco Master como passar o valor do fundo garantidor de 250 mil reais para 1(um) milhão de reais.

Se fossem negócios legais e privados qual o problema de negociar com membros da família Dias Toffoli?
Assim, se fosse dinheiro privado, qual o problema de financiar um filme?

Financiar filmes e shows no Brasil se faz legalmente com dinheiro público de três maneiras, através da Lei Rouanet, através de emendas de deputados e senadores que financiam eventos municipais que pagam fortunas especialmente para cantores sertanejos, através de verbas municipais e estaduais.

… todo esse dinheiro que comprou parlamentares, escritórios de advocacia, presidente e servidores de bancos, financiou filme e muitas coisas que ainda não sabemos é dinheiro roubado.

No caso do filme do presidente temos um financiamento muito superfaturado feito por uma empresa privada, o Banco Master. A princípio com dinheiro privado, como alega ou afirma o candidato a presidente Flávio Bolsonaro.
Acontece que todo mundo que não é bobinho de ontem sabe que todo esse dinheiro que comprou parlamentares, escritórios de advocacia, presidente e servidores de bancos, financiou filme e muitas coisas que ainda não sabemos é dinheiro roubado. Roubos que foram cobertos pelo fundo garantidor para quem investiu até 250 mil reais. Fundo garantidor que já desembolsou mais de 40 bilhões de reais.

É um “fundo” privado, muitos dirão. Formado com aportes dos “bancos”, justamente para evitar que problemas como o do Master inviabilizem o sistema financeiro.
Bancos são agiotas oficiais.

Todo o lucro dos bancos têm origem nos seus clientes e a parte do lucro dos bancos destinada ao fundo garantidor é paga pelos clientes toda vez que estes fazem um empréstimo ou operação financeira.

Então, quem pagou o dinheiro do fundo garantidor? O povo, que vai ter que pagar mais em todas as operações futuras para restabelecer os valores surrupiados pelo roubo no Banco Master.

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