Vereadoras Luana e Hulda debateram sobre o importante assunto

A divulgação pelo governo do Estado e repercutida pelos veículos de comunicação, do ranking do Índice Municipal de Educação do Rio Grande do Sul (IMERS) – que mede anualmente a qualidade da educação nos municípios gaúchos, foi assunto na Câmara de Candiota esta semana. O IMERS também define a cota-parte da educação na distribuição do bolo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as cidades – está em 10% e vai chegar a 17% em 2029.
A vereadora Luana Vais (PT), foi a primeira a comentar sobre a posição de Candiota no ranking, que está ocupando a penúltima posição, ou seja, a colocação 496º de 497 municípios. A parlamentar assinalou que acompanha o trabalho do secretário de Educação do município, Michel Feijó, sabendo do esforço dele na formação pedagógica e em ações para qualificação dos professores. “Mas esse é um assunto que vai além disso. Faz tempo que falamos aqui, inclusive na outra legislatura, que é a questão do concurso público. Faz bastante tempo que o município só tem processo seletivo para contratações temporárias e isso prejudica demais. Sou pedagoga e faço uma pós-graduação em gestão escolar, e sabemos sobre o quanto é importante o vínculo da criança com o professor, que é fundamental para a aprendizagem. Aqui no município isso não acontece devido a falta do concurso (desde 2011 não é feito), que é uma questão de gestão e a administração não está preocupada com isso, senão já teria feito”, analisa Luana, lembrando também da perda de arrecadação em função da colocação no ranking.
O vereador Axel Costa (PT), também abordou o assunto na mesma perspectiva que Luana. “O IMERS não é somente um número e uma posição. Ele mostra como estão nossas crianças, mas ao mesmo tempo define os recursos que o município vai receber do ICMS. E se ficamos entre os últimos, significa que estamos perdendo recursos”, disse, afirmando que o resultado tem total relação com a falta de concurso público.
Como líder do governo, a vereadora Hulda Alves (MDB), disse que a prova do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) foi aplicada em 2023, quando se saia de uma pandemia (Covid-19). “É importante também nós conhecermos outros números. O índice de não aplicação da prova foi de 34% a 48%. Então muitos alunos não fizeram a prova. Eu conversava com o secretário Michel e a coordenadora Suélen e eles nos disseram que os próprios pais têm uma visão de que isso é uma bobagem, é dia de prova e não vamos mandar as crianças fazer. Então o município de Candiota investiu em torno de R$ 150 mil para o programa Acerta Brasil e os alunos já estão passando por simulações, já estão recebendo informações para que esse número seja revertido e com sucesso, porque a educação do município de Candiota é de excelência. Temos aqui um investimento muito grande em qualidade da nossa educação. Temos algo, inédito em nossa região, que é o Centro de Reabilitação e Apoio (CRA). O nosso município é destaque nas feiras de ciências, nos Jergs (jogos escolares), porque há um investimento pesado financeiro em educação. Então a gente precisa ver, rever e analisar todos os números e comparar com a realidade. A SMEd está ao dispor para que esse assunto seja tratado da melhor maneira possível, porque um número colocado na imprensa não pode representar o alto índice de educação que nós temos aqui no município”, defendeu Hulda.
Como líder do PT, a vereadora Luana retornou à tribuna, dizendo que queria contestar Hulda, porque o que se estava trazendo eram notícias oficiais e que não estavam apenas nos jornais e sim nos sites oficiais. “O IMERS não é qualquer pesquisa. Ele é um índice que mede a qualidade da educação para distribuir recursos. Então não estamos falando aqui de qualquer método e o negócio é sério. Reafirmamos nossa preocupação e não estamos colocando em xeque o trabalho do secretário Michel e que não são feitas as ações. Estamos dizendo que o município sim está na posição 496º e que isso é grave e precisa ser analisado com seriedade”, pontuou.
Para finalizar, o vereador Ataídes da Silva (MDB) – que estava presidindo a sessão, pois o presidente Paulinho Brum (PSDB) se encontrava em viagem oficial para Brasília, disse que ficava muito sentido pela educação ficar nessa situação e por ver o esforço do secretário e de todos os envolvidos. “Eu tenho dúvida dessa pesquisa e acredito muito no nosso secretário”, disse.
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