Os médicos que atuam na Santa Casa de Bagé decidiram ampliar a restrição dos atendimentos. A medida foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na noite desta quinta-feira (18), coordenada pelo diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), para a Região da Fronteira Oeste, Felipe Cunha, e com a participação da diretora do Interior, Débora Espírito Santo.
Segundo o Simers, há profissionais que não recebem honorários há nove meses. Na segunda-feira (15), a categoria já havia iniciado a suspensão de atendimentos eletivos e durante a reunião, os médicos relataram que a instituição não repassa sequer os valores de consultas e procedimentos por planos de saúde. “O Simers e o corpo clínico da Santa Casa cobram uma proposta formal da direção do hospital, contendo cronograma claro de pagamentos”, diz a nota.
Entre as medidas aprovadas na assembleia pelo Simers estão: manutenção da suspensão integral de atendimentos eletivos ambulatoriais e cirúrgicos; restrição das primeiras consultas ambulatoriais das áreas essenciais, a partir de 1º de julho; restrição das primeiras consultas oncológicas de todas as agendas de especialidades, também a partir de 1º de julho; suspensão dos exames endoscópicos e de laudos de exames anatomopatológicos e citopatológicos que não caracterizem urgência e emergência; restrição a outros procedimentos diagnósticos eletivos
Conforme material divulgado, seguem mantidos os atendimentos classificados como urgência, assim como os tratamentos oncológicos em curso e de todas as situações cuja interrupção possa representar risco imediato à saúde, à integridade física ou à vida dos pacientes.
Ainda, estão mantidos os exames e atendimentos vinculados à Prefeitura que estejam sendo regularmente remunerados, observadas as particularidades contratuais.
Por fim, o Simers afirma que irá informar ao Ministério Público todas tratativas feitas com a direção da Santa Casa para buscar a regularização dos pagamentos. “O Sindicato seguirá as negociações e tomará todas as providências necessárias para que os médicos recebam por seu trabalho e a população não fique completamente desassistida”.



