O ano corrente representa o centenário daquele que é um dos veículos de comunicação mais importante da história brasileira, para o bem ou para o mal, ou seja, o jornal “O Globo”, fundado em 1925 por Irineu Marinho. No dia 21 de julho, segunda-feira, ocorreu, nesse caminho, o lançamento do livro “Um século de história” (Globo Livros Ed.), marcando as celebrações do referido centenário.
O evento na Livraria da Travessa do Leblon contou com a presença dos autores da obra, além da curadora do projeto. Desde sua fundação em 1925 por Irineu Marinho e o fortalecimento sob a liderança de Roberto Marinho, O Globo acompanhou, de forma crítica e participativa, as grandes transformações do Brasil. De lá para cá, atravessou revoluções urbanas, industriais e econômicas, sempre estando na cobertura desses acontecimentos.
O livro, que é em comemoração ao centenário do jornal, praticamente foi convertido em uma obra de história do Brasil.
Com prefácio de Alan Gripp, diretor de Redação do Globo e organização de Mànya Millen e André Miranda, a publicação percorre os principais momentos da história do país. Segundo Gripp “quisemos evitar que o livro fosse apenas algo institucional sobre a trajetória do jornal. Achamos mais interessante convidar pessoas que viveram o jornal por dentro. Isso permitiu retratar, com autenticidade, a maneira singular com que o jornal acompanhou e narrou a história do país”. O livro, que é em comemoração ao centenário do jornal, praticamente foi convertido em uma obra de história do Brasil.
Cada capítulo do livro é assinado por um jornalista, que revisita e analisa episódios vividos. Assinam o livro Agostinho Vieira, Ancelmo Gois, Arthur Dapieve, Ascanio Seleme, Cora Rónai, Flávia Oliveira, Lauro Jardim, Merval Pereira, Pedro Doria, Toninho Nascimento, além de Míriam Leitão.Os depoimentos reunidos no livro são muito diversos, e cada autor empresta um olhar particular sobre como o jornal cobriu determinadas áreas — explica Gripp. — Fizemos questão de compor esse mosaico com gente que mergulhou no acervo e trouxe reflexões únicas, criando uma obra que é, ao mesmo tempo, um exercício de autoconhecimento e um documento histórico acessível para todos os públicos, não só para jornalistas.
A esse respeito, o Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira, lembrou que O GLOBO foi pioneiro na tecnologia: “A primeira foto colorida na imprensa foi no Globo, além de uma série de outras ferramentas que ajudaram na profissão. Então acho que estamos preparados para os desafios dos próximos 100 anos”.
Não há dúvidas de que O Globo representa um dos grandes pilares da imprensa brasileira. E, portanto, o centenário jamais poderia passar em branco. A obra, no fim das contas, é um importante vetor de análise da atuação do jornal ao longo de sua história, passando por muitos dos mais relevantes momentos desta Nação.
Fica a dica de leitura.
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