QUESTÃO ENERGÉTICA

Estudo reforça possibilidade de construção de até 15 usinas térmicas em Candiota

Município apresenta condições meteorológicas favoráveis à dispersão de poluentes

Você ainda possui 2 notícias no acesso gratuito. Efetue login ou assine para acesso completo.

Estudo de 2014 e reforçado agora, demonstra que bacia aérea é propícia Foto: Arquivo TP

O Ministério de Minas e Energia divulgou no final do mês de janeiro último, em sua pá­gina na internet, uma série de estudos realizados para apoiar a elaboração do Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050). As análises fo­ram feitas ao longo de 2018 em conjunto com a Empre­sa de Pesquisa Energética (EPE) e, segundo o MME, seguiram recomendações e diretrizes da Secretaria de Planejamento e Desenvol­vimento Energético (SPE) da pasta.

O conjunto totaliza 23 documentos que abran­gem os registros de quatro workshops e de notas téc­nicas e estudos da EPE de­senvolvidos no ano passado. Os workshops e as reuniões complementares contaram com a participação de mais de 250 representantes de dezenas de órgãos do go­verno e entidades setoriais e de classe.

Nos encontros, fo­ram discutidos pontos como planos, políticas, estratégias, prospectivas de mercado e de inovação tecnológica que apresentam interface com o setor energético. O MME disponibilizou o e­-mail die@mme.gov.br para dúvidas e sugestões acerca dos trabalhos.

EM CANDIOTA – No docu­mento da EPE denominado ‘Potencial dos Recursos Energéticos no Horizonte 2050’, elaborado em setem­bro de 2018, no capítulo que trata especificamente do carvão mineral, o trecho final é dedicado a Candiota e sua potencialidade. “Con­siderando usinas com po­tência unitária de 500 MW e funcionando por 25 anos, o potencial permite abastecer até 46 usinas. Em virtude de 38% do total das reservas (12,4 bilhões de toneladas) estarem em Candiota (RS), esta cidade tem como garan­tir a instalação de 15 destas plantas termelétricas. Do ponto de vista ambiental, uma das principais preo­cupações são as emissões atmosféricas de poluentes locais, principalmente ma­terial particulado, óxidos de enxofre (SOx) e óxidos de nitrogênio (NOx). Conside­rando a existência de proje­tos de novas usinas a carvão em processo de licencia­mento ambiental na região de Candiota, o Ministério Público Federal, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), solicitou que o MME realizasse uma avaliação, que resultou no documento intitulado Estudo de Capacidade de Suporte da Bacia Aérea da Região de Candiota/RS. O referi­do estudo foi coordenado pela EPE em 2014 e indi­cou que Candiota apresenta condições meteorológicas favoráveis à dispersão de poluentes e que os projetos planejados, por utilizarem tecnologias mais modernas, possuírem equipamentos de controle ambiental e estarem espacialmente bem distribu­ídos, não comprometeriam a qualidade do ar da região. Dessa forma, a conclusão do estudo foi de que inserção de novos empreendimentos é viável no que diz respeito à capacidade de suporte da bacia aérea”.

Atualmente apenas uma usina está em funcio­namento no município, a Fase C da Usina de Candiota (350MW), inaugurada em 2010 e que neste momento passa por uma grande revi­talização, inclusive estando parada até março deste ano. Uma nova unidade deve entrar em operação comer­cial ainda este ano, a UTE Pampa Sul (340 MW), que já está com mais de 90% de suas obras finalizadas.

Ainda em âmbito de projeto, existe a UTE Ouro Negro (600 MW), que pretende ser construída em Pedras Altas, bem na divisa com Candiota e a Fase 2 da UTE Pampa Sul (340MW). Ambos os em­preendimentos possuem licenciamento ambiental prévio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), porém precisam vender energia em leilão promovido pelo MME.

Comentários do Facebook