PECANICULTURA

2ª Festa da Colheita da noz-pecã pretende mobilizar autoridades e apresentar o potencial da cultura em Candiota e região

Candiota está com cerca de 10 produtores Foto: Sabrina Monteiro/Assessoria PMC

Está programada para o dia 13 de maio, a 2ª edição da Festa da Colheita da Noz-pecã em Candiota, que será realizada na propriedade do produtor Artêmio Parcianello, no assentamento Roça Nova, interior do município.
Com apoio da Prefeitura de Candiota, Emater e Senar, a Festa já está com uma vasta programação, sendo que, segundo Artemio, pretendem mobilizar autoridades regionais, assim como cooperativas, sindicatos rurais, Embrapa, representantes da empresa Divinut – de Cachoeira do Sul que é referência na área, entre outros.

Ao falar sobre o evento, Artemio explicou que a ideia é abrir um leque de demonstração de que a noz-pecã tem um grande potencial em Candiota, assim como em toda a região. Ele também destacou que esta é uma cultura que gera resultados significativos em pequenas áreas, gerando bom retorno. “Se a gente conseguir trabalhar com o sistema irrigado, com certeza, no médio e longo prazo, um hectare produz de R$ 50 a 80 mil reais. É um pouco do cenário que se espera e que é possível, pelo que já se percebe em outras regiões de produção”, mencionou ele.

 

Evento está sendo organizado para marcar a colheita

Ainda, Artemio falou sobre o apoio e suporte que estão recebendo do Poder Municipal, que está abraçando a causa e em breve deverá lançar um programa relacionado a pecanicultura. “A noz-pecã, além de ser uma atividade econômica viável, também ajuda no equilíbrio ambiental, porque nós passamos, no longo prazo, a arborizar mais a nossa região. A nossa meta é chegar no mínimo em Candiota a 100 produtores no longo prazo, em 10 anos”.

ASSOCIAÇÃO E PRODUTORES

Ele também mencionou que atualmente, Candiota possui cerca de 10 produtores, sendo que muitos deles estão com os pomares instalados, mas ainda sem produção, que deve começar entre este e o próximo ano. “Normalmente o pomar entra numa produção potencial lá pelo sétimo, oitavo ano, apesar de começar a produzir no quarto, quinto ano, mas são volumes pequenos. Mas a cultura é centenária, você planta pra você, pros teus filhos, netos, enfim, é uma cultura que dura mais de 100 anos”.

Sobre a criação de uma associação, Artemio informou que aproveitaram uma que já estava constituída há alguns anos, e que agora estão regularizando a nova diretoria, associando todos os produtores e possíveis produtores, para que possam avançar nesta área.

Para este ano, a previsão de colheita está em torno de 8 a 10 mil quilos no município, ainda em razão de que os pomares que estão instalados estão na fase inicial. “A Festa é justamente para mostrar que é possível, que tem produtividade, e que há sim limites, mas que precisamos superá-los coletivamente”.

APOIO DO PODER PÚBLICO

O prefeito Luiz Carlos Folador, afirmou que os produtores de noz-pecã são exemplos na diversificação da produção e falou sobre o programa que está sendo organizado. “Nós estamos organizando um programa de fortalecimento da pecanicultura, que auxilia na parte climática, o que é muito importante para a captura do CO2 e uma fonte de renda muito importante e segura”, destacou ele.

Ainda, o prefeito pontuou que querem incentivar os produtores com o sistema de irrigação, além do transporte das mudas e calcário, assim como também na assistência técnica da Emater, Senar, Embrapa e da própria Prefeitura. “O nosso vice-prefeito Marcelo Gregório, está junto neste trabalho dando todo o apoio. A Escola Santa Izabel também está com projeto para implantar um desses pomares, e estamos muito felizes. O município é parceiro, e esta também é uma das alternativas, e muito viável, para a transição energética justa”, concluiu.

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