Comitiva na sede do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) Foto: Divulgação
Conforme destacou o prefeito de Hulha Negra, Fernando Campani (PT), em conversa com o jornal, a nova missão à capital uruguaia, Montevidéu, feita esta semana (dias 29 e 30), teve um caráter muito mais técnico do que político em relação ao projeto de construção da Transcampesina – projeto de rodovia com cerca de 190km, que vai interligar pelo interior os municípios de Aceguá, Hulha Negra, Candiota, Pedras Altas e Herval, além de ser ligação com o país vizinho e o porto de Rio Grande.
A comitiva integrada por Campani e liderada pelo prefeito de Candiota e presidente do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja), Luiz Carlos Folador, também teve a presença dos engenheiros Marcelo Leal (da prefeitura de Candiota) e Evandro Oriani (da Associação Brasileira da Indústria de Fibras para Construção Civil e Produtos Afins – ABFibra); dos técnicos do Ministério do Planejamento e Orçamento brasileiro, Marcelo Shinkoda Santos e João Luís Rossi e da diretora-executiva do Cideja, Débora Cappua.
Visita da comitiva ao embaixador do Brasil para o Mercosul Foto: Divulgação
Durante os dois dias, o grupo manteve encontros com o embaixador do Brasil para o Mercosul, Antonio José Ferreira Simões, na sede da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi); com a presidente executiva e a coordenadora regional do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), Luciana Botafogo e Carolina Vera; com a diretora-executiva de Integração do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), Mercedes Calcagno, bem como, com o coordenador executivo da unidade técnica do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), Luciano Wexell Severo.
Comitiva durante reunião no Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF)
Campani explicou que o objetivo central da viagem foi debater adequações no termo de referência (projeto técnico) da rodovia e sua contratação, adaptando a uma realidade regional e não a um projeto padrão de estrada federal ou estadual, como por exemplo, a sua largura e o pavimento, que se pretende fazer de concreto e não asfalto, valorizando inclusive as cimenteiras instaladas na região. “Portanto foi uma missão muito mais técnica do que política, apesar de reafirmamos nosso compromisso e visão de desenvolvimento. Pedimos algo que se adapte a nossa realidade”, explicou Campani.
Folador reforçou novamente a importância do projeto, que já tem garantido cerca de R$ 120 milhões. “Estamos muito felizes com os encontros e os debates que realizamos novamente aqui no Uruguai. Essa será uma obra de grande importância para a região e tenho certeza que servirá de exemplo para o Brasil”, projetou.
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