O grande debate atual no planeta está acontecendo no Brasil, em Belém, no estado do Pará, em meio à Amazônia, trata de ecologia e aquecimento global.
Nos anos 60 do século passado eu era criança e já havia quem falasse que no ano 2.000 o céu já estaria escuro. Tive sorte. Passamos algumas décadas do ano 2.000 e o planeta ainda não escureceu, mas está a caminho. Não faz muito um astronauta que voltou ao espaço depois de umas décadas achou que o planeta está menos azul. Alguém vai dizer que voltou com olhar “cansado”.
Porém, dados matemáticos indicam que chegamos a um aquecimento do planeta em torno de 1,5ºC em relação ao período pré-industrial. Outro elemento matemático nos diz que não há redução ambiental na quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera. Ao contrário, continuamos aumentando esta concentração de gases nocivos. Mais um elemento matemático nos fala de mais furacões, mais enchentes, mais eventos com potencial catastróficos com origem na natureza.
Tudo isso tem um viés fundamental, dinheiro associado à ganância.
Vimos que alguns países como o Japão tem população decrescendo. A notícia trata o assunto como catastrófico quando esta deveria ser uma boa notícia. Há pessoas demais no planeta. o que é pior, há pessoas demais que não são necessárias para trabalhar e produzir para atender às suas necessidades e as dos outros. Tudo porque vender é necessário e pessoas para comprar também. De preferência um japonês com bom poder aquisitivo.
O planeta vai continuar, se humanos conseguirem se manter por aqui ou não
O petróleo é o maior problema ambiental porque é um grande negócio e quando a sociedade quiser deixará de ser um problema. A mudança para que tudo se mova com energia limpa é uma questão de tempo, pouco tempo. Mas não porque é uma necessidade ambiental. Tudo está mudando em razão de novas alternativas econômicas com potencial extraordinário.
Não faz 15 anos eu escrevi neste jornal, Dilma Rousseff era presidente, que o Brasil não cresceria 3% ao ano como se falava por uma razão simples, não havia energia. Eu estava certo. Menos de 15 anos depois, há energia sobrando. Pode o Brasil crescer 3, 4, 5% ou mais por ano que não haverá problema por muito tempo. Avanços expressivos foram realizados em energia solar e eólica. Há outras alternativas e quase não se fala em usinas atômicas.
Por outro lado, nesta COP, se está tratando de ecologia, economia e desenvolvimento ao mesmo tempo. Não são incompatíveis.
Por outro lado, observo muitas pessoas falando que ainda há tempo para viabilizarmos soluções, muitas já conhecidas.
Eu, que em três anos chego aos setenta, não preciso me preocupar muito. Antes que minha geração termine com a vida no planeta, este termina com a minha vida. Mas há uma multidão de humanos e de espécies vivas que precisam de ações humanas para viabilizar a continuidade.
O planeta vai continuar, se humanos conseguirem se manter por aqui ou não. Não vejo como alternativa buscar outros lugares no universo para humanos habitarem. Nem toda ciência, nem toda inteligência artificial disponível, estão próximas de fazer uma combinação de átomos formar uma célula que ganhe vida por vontade humana. Nem uma ciência capaz de fazer teletransporte, única forma de levar humanos a outros planetas viáveis de manter vida.
Melhor é cada um ajudar a manter o planeta viável.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


