Houve um tempo e isso foi antes da pandemia, que certo pensamento tomou conta dos rumos da Festa e Feira Estadual da Ovelha (Feovelha). E quando se trata de ideário, a gente sempre precisa respeitar e tomar os devidos cuidados para não ser ofensivo. Por isso lembramos que aqui se trata da opinião do jornal e ela não deve ser encarada como expressão absoluta de verdade.
A ideia que permeou a organização da Feovelha por um período, era de retirar a parte de festa do evento, se tornando algo mais (ou somente) restrito aos produtores e pessoas ligadas ao setor, excluindo assim, o grande público (o povão) das atividades. Na verdade, a Feovelha se tornaria apenas um grande remate de ovinos e nada mais que isso, se afastando completamente da ideia original nascida em 1984.
Felizmente, de alguns anos para cá, esse pensamento – que ainda deve existir, porque ideias não se matam -, foi dissipado, perdeu e muito sua força.
Quando um grupo seleto de homens e mulheres idealizou há mais de 40 anos a Feovelha, com certeza foi com o intuito de valorizar em primeiro lugar a ovinocultura e seus produtores, melhorar seus negócios e trazer mais lucratividade. Contudo e, sabiamente, os fundadores pensaram num evento não reservado e de forma até elitista para consumo próprio, mas sim para ser construído como um patrimônio não exclusivamente econômico, mas cultural, social e de integração da comunidade pinheirense com o resto do Estado, do Brasil e até dos países latinos.
Quando um grupo seleto de homens e mulheres idealizou há mais de 40 anos a Feovelha, com certeza foi com o intuito de valorizar em primeiro lugar a ovinocultura e seus produtores, melhorar seus negócios e trazer mais lucratividade. Contudo e, sabiamente, os fundadores pensaram num evento não reservado e de forma até elitista para consumo próprio, mas sim para ser construído como um patrimônio não exclusivamente econômico, mas cultural, social e de integração da comunidade pinheirense com o resto do Estado, do Brasil e até dos países latinos.
Foi somente por esse pensamento, colocado ano a ano em prática, que a Feovelha evoluiu e se tornou uma referência nacional e até internacional, senão, convenhamos, seria mais um desses remates (dos grandes é claro), que tem no calendário de verão. Mas não, ela é diferente, é abrangente, é democrática e plural. Em 2026, a atual direção tem se empenhado e isso já se dá na prática, em fazer uma programação muito além da ovinocultura. Há muita diversificação com atrações para todos os gostos e públicos. Isso é Feovelha minha gente!
Também, a Comparsa da Canção Nativa julgamos ser parte indissolúvel, pois assim foi idealizada como sendo o elemento cultural da festa e feira, muito longe de ser uma concorrente, mas sim um evento co-irmão.
Enfim, como dito, a Feovelha volta a sua essência plena, como algo popular e abrangente, que inspira e respira pertencimento e integração.
JÁ FOI PUBLICADO NO IMPRESSO


