Quebra-cabeça e infinito coloridos são símbolos do autismo
Tais junto aos filhos Ester e Moisés Foto: Arquivo Pessoal
O casal der moradores de Hulha Negra, Tais da Silva Chagas, 32 anos e Marcos Venícios Veiga da Rosa, 55 anos, convivem com a realidade do autismo diariamente. Isso porque eles têm dois filhos diagnosticados com TEA, nível três de suporte – Ester de 6 anos e Moisés de 3 anos, que ainda possui macrocefalia.
Em entrevista ao Tribuna do Pampa, Tais contou que atualmente a situação está mais fácil, pois a filha Ester possui monitora e está mais adaptada a escola e ela já conhece a realidade. Ela contou que recebeu o laudo da filha aos 2 anos e que há quatro anos a menina passa por terapia. “Quando a Ester foi para a creche recebi o diagnóstico, mas foi tranqüilo, ela teve mais dificuldade na fase seguinte escolar, onde precisei recorrer a justiça para conseguir uma monitora para ela permanecer na escola todo o tempo. Ganhei o processo e hoje ela consegue interagir com os colegas”, relatou a mãe da pequena que recebe atendimentos especializados.
Já com o filho mais novo Moisés, Tais conta estar aguardando uma tutora para acompanhar o filho. “O Moisés teve o laudo aos 2 anos, mas comecei a investigar com um ano de idade. Estou com dificuldade de manter ele na creche, pois estou sem tutora e preciso ficar lá com ele para ver se acostuma até chegar a monitora”, contou.
TRATAMENTO PRECOCE
Taís relatou ao jornal a importância de dos pais procurarem por ajuda especializada nos primeiros anos de vida da criança. “Atrasei muita coisa com minha filha que não caminhava, mas as pessoas diziam que ela ia caminhar, que ela ia falar no tempo dela. Mas a Ester com 2 anos não sentava, não tinha firmeza para ficar em pé, caminhava na pontinha dos pés. Só descobri o autismo quando ela foi para a creche e me pediram uma avaliação médica. Dali em diante segui correndo para médicos e exames até receber o laudo do autismo dela. Não foi fácil e eu digo que os pais devem procurar ajuda enquanto é cedo, em qualquer desconfiança, pois não é em vão e vai ajudar muito as crianças”.
Ela acrescenta: “Com três anos de terapia minha filha começou a interagir, falar primeiras palavras. Pais procurem ajuda que nem fiz já com meu menino que foi com um ano, pois já estava alerta e notava que ele não fazia menção de falar, não olhava nos nossos olhos, não caminhava. Recebei também o laudo dele, ainda com a macrocefalia (cabeça maior do que a ideal para a idade dele) e já está em terapia”, contou.
Tais finaliza destacando o amor incondicional aos filhos. “Minha vida é uma correria, estou sempre na volta e fazendo tudo por eles, o tempo todo. Não tenho tempo pra mim, tudo é pra eles, sempre vou estar perto deles”.



