Atualidades

De vez em quando eu volto com este título, quando pretendo falar de vários assuntos numa mesma coluna.

A semana foi marcada pelo tarifaço anunciado por Trump ao Brasil, 50%. Não é pouca coisa. Como Trump fala, não se deve escrever sem analisar e pesquisar profundamente, pode ser notícia falsa. Esta vez não foi diferente. Neste final de semana já sabemos que “tarifaço” era apenas mais um exagero do presidente fanfarrão que resolveu, sem dar explicação, deixar de fora do seu tarifaço anunciado com estardalhaço mais de setecentos ítens, mais de 60% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Restam problemas, sim. Mas nem perto do inicialmente falado.

Dá para dizer que Trump, eventualmente, tem algum acesso de realismo. O seu slogan Make America Great Again quer dizer Tornar a América Grande Novamente. Eu tenho dito que acompanho a perda de espaço econômico dos Estados Unidos no mundo. E quem também diz é o próprio Trump. Ele afirma que a América (como eles chamam os Estados Unidos) precisa voltar a ser grande como já foi um dia. Não voltará. Mas continuarão sendo uma grande potência por algum tempo, talvez séculos.

Ando convencido de que a região precisa de um “circuito de eventos”, ampliando os existentes e lançando novos.

Trump negociando me fez lembrar uma entrevista do histórico ex-primeiro ministro de Israel, Shimon Peres, que negociou finais de conflitos entre Israel e Árabes e chegou a ser criticado por não fazer acordos tão bons quanto poderia, vencedor nas guerras. Peres dizia que os acordos devem levar em consideração que os perdedores não se sintam humilhados. A derrota já era uma humilhação, os acordos não deveriam ampliar a humilhação. Lembro disso porque Trump tem conseguido impor tarifas a quase todos os países do mundo. Pequenos, aceitam. Porém, humilhados, buscarão alternativas. A médio e longo prazo Trump retira os Estados Unidos da cena comercial mundial e o Brasil ocupará espaços neste cenário.

A festa do colono em Hulha Negra é uma boa oportunidade para que todos da região tenham um bom motivo para sair de casa, observar algumas novidades, encontrar com alguns amigos, tomar umas que outras, com moderação, passear, comprar, olhar, jogar conversa fora, saber das últimas fofocas e tirar umas fotos para ilustrar as redes sociais.
O bom das festas é que ninguém sai de casa com cara feia. Também é momento de botar uma roupa caprichada, aquela que custou caro, dar uma caprichada no visual que faz bem, para quem capricha e para quem olha. E voltar para casa com a impressão de que o final de semana não foi mais daqueles, tão comuns, tão corriqueiros, tão iguais ou parecidos.
Ando convencido de que a região precisa de um “circuito de eventos”, ampliando os existentes e lançando novos.

JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

Comentários do Facebook