Começo tratando da Festa e Semana do Colono de Hulha Negra, pois estou vendo e ouvindo enquanto escrevo as conclusões sobre o que aconteceu na festa com a avaliação do prefeito Campani e secretários devidamente ouvidos na TV Tribuna do Pampa pelo João André. Não estive no evento, mas de todos os lados ouço relatos a respeito do sucesso do mesmo, o que não me surpreende, porque trata-se de uma marca consolidada.
Por outro lado, parece-me que o sentimento que eu tenho de que precisamos de mais eventos para sermos mais felizes, é uma realidade. E no momento em que a iniciativa privada sai de cena chega o momento em que o poder público precisa entrar em cena. É evidente que um grande evento não se faz sem empresários, e a festa foi realizada com a participação de muitos, que aliados ao público que compareceu em grande número, viabilizaram alguns elementos para podermos analisar e pensar no futuro.
Precisamos de uma sociedade que viva em grupo num momento em que os clubes estão decadentes, quando não fechando ou com atividades irrisórias. Não são muitos os que pretendem se doar a clubes sem remuneração. Mas é evidente, me parece, quando a sociedade está minada de seres humanos solitários e cheios de amigos de redes sociais, que aproximar pessoas faz bem, viabilizar encontros e diálogos presenciais, diversões presenciais também. E vamos combinar que quando muita gente se reúne sobram umas quantas fofocas para falar. E de certa forma, mais ou menos, todo mundo gosta de fofoca, que se não fizer mal ao outro serve como diversão.
Ando convencido de que a região precisa de um “circuito de eventos”, ampliando os existentes e lançando novos.
Se por aqui fazemos festa, no âmbito nacional e internacional o que não falta é confusão e pouco entendimento. Os grandes líderes deste planeta estão confusos. A eleição de Trump nos Estados Unidos e as incursões guerreiras dos líderes de Israel e da Rússia minaram o equilíbrio nas relações políticas e econômicas mundiais.
Os tarifaços do governo dos Estados Unidos causam ansiedades e avaliações perplexas, mas eu acho que ajustando aqui e ali daqui a pouco fica bem melhor. Agora os Estados Unidos resolveram engrossar o caldo com a Índia, que era dentre os principais países dos BRICS o único que não tinha maiores problemas com os Estados Unidos. Para quem não sabe, as populações de China e Índia somadas representam cerca de 9 vezes a população dos Estados Unidos, com consumo crescente. Nos próximos anos não vai faltar para quem vender. Os próximos presidentes dos Estados Unidos terão de fazer com que o país deixe de ser menos relevante no contexto mundial. Não se trata de ser mais, mas de evitar de ser ainda menos.
Enquanto isso, vamos acompanhando as lambanças de Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Bolsonaro se esforça para se enrolar mais e Alexandre de Moraes não sabe o que fazer para chegar a uma solução razoável que parece não existir. É ponto pacífico que tudo se encaminha para Bolsonaro ser preso, mas como fazer sem criar mais tumulto que o já criado com uma confortável prisão domiciliar. O que não tem solução precisa ser resolvido logo, menos mal que os empreendedores brasileiros mantêm os valores das ações das empresas nas alturas. Então está tudo bem!
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


