Cidades felizes 2

Na semana passada abordei este tema, mas como escrevi a coluna em muito pouco tempo não associei alguns detalhes a região e exemplifiquei com três cidades, Copenhague (na Dinamarca), Zurique (na Suíça) e Cingapura (cidade-Estado). Alguns poderão observar que são cidades num outro patamar de riqueza em relação a nossa região. Sim, mas o que faz um povo feliz?

– Um lugar onde se possa comer bem.

Parece que este é um ponto comum em lugares onde as pessoas vivem felizes. Elas comem bem e tem lugares para onde ir comer bem.

Em Aarhus, na Dinamarca, considerada a 4ª cidade mais feliz, um morador pontuou que além da cidade ter excelente infraestrutura, acesso à educação e saúde de qualidade, “a sensação de que as pessoas confiam umas nas outras e nas suas intenções”. Aqui vemos um detalhe importante relacionado ao caráter de um povo que vive socialmente bem.

– Eu me lembro de pedalar até um jantar no terraço de um prédio com  vista para o porto e pensar como a felicidade pode ser acessível quando uma cidade realmente se importa com seu bem-estar.

Um morador cita uma caminhada até uma ponte para observar o nascer do sol e diz “Esse momento consegue capturar o que é viver aqui: equilibrado, belo e profundamente humano”.

Um morador de Antuérpia, na Bélgica, a 5ª cidade mais feliz,  destaca que a cidade investe em políticas progressistas, como apoio para famílias de baixa renda, habitação social e sustentabilidade, o que torna a vida mais fácil e agradável.

Observando bem, a felicidade está associada à convivência humana, a coisas simples,
a lugares bem organizados, praças, museus, eventos.

– O que realmente me surpreendeu foi o quanto a Antuérpia leva a sério seus espaços verdes e a vida cultural. Sugere que as pessoas vão a um mercado conhecido “Pegue um café, ouça a conversa dos moradores e absorva aquela vibração tranquila que faz a Antuérpia parecer um lar.

Nestas cidades felizes, um ponto em comum é a sensação de segurança que as pessoas têm. Outro ponto em comum é a promoção de eventos, de preferência gratuitos. Outro ponto é o cuidado com praças, parques, lugares públicos e com a limpeza e organização das cidades.

Observando bem, a felicidade está associada à convivência humana, a coisas simples, a lugares bem organizados, praças, museus, eventos.

Esta semana semana estive lendo no Minuano sobre o que a empresa que comprou o prédio do Clube Caixeiral em Bagé pretende fazer com o mesmo. Vivi nos anos 70 do século passado, estudante, em uma cidade de Bagé muito mais feliz. Nos anos 90 e início dos anos 2000 também havia uma cidade feliz, não tanto quanto nos anos 70, mas bem mais feliz do que observo hoje. A pobreza que habita em Bagé na área social e cultural se espraia pela região como um péssimo exemplo.

É preciso entender que vivemos para sermos felizes. Então é preciso que a sociedade, setores públicos e privados, procurem se entender e buscar meios para evoluir e oferecer alternativas que tragam de volta às pessoas às suas origens. E originalmente os humanos viviam em grupos.

Quem administra pode colocar um olhar nestes artigos que tratam de cidades felizes. Não é muito dinheiro que faz cidades felizes, mas a felicidade está próxima de coisas simples onde as pessoas encontram valores que se perderam com os “tempos atuais e suas tecnologias”.

JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO

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