Fertilizante apresentou teste eficiente Foto: Divulgação
Há cerca de dois anos de implantação de um projeto piloto em Candiota, a empresa Seival Sul Agro, do grupo Copelmi, que também detém a Seival Sul Mineração no município, possui resultados positivos quanto a produção de fertilizantes a partir do carvão mineral, abundante na região.
Conforme informado ao TP, já está sendo produzido o fertilizante marca Pampa Forte, que apresentou resultados de extrema eficiência no que se refere à pesquisa ou aceitação dos produtores.
Estrutura possui, atualmente, capacidade de produção de 30 toneladas
Ao Tribuna do Pampa, o gestor do projeto Felipe Weinschenck de Faria, explicou que o fertilizante produzido a partir do carvão apresenta o mesmo resultado de um equivalente químico. “É a mesma produtividade, sendo o produto de maior eficiência agronômica, na medida que ele aporta além dos constituintes macro, nitrogênio, fósforo e potássio, também de matéria orgânica e capacidades de trocas catiônicas (CTC). Os testes comprovam a eficiência do Fertilizante Organomineral, obtido a partir de um carvão mineral de baixo rank ou baixo grau de carbonificação, classificado como linhito, que se demonstra eficiente na mesma produtividade, com um ganho de qualidade para o solo do produtor. Temos um produto que mantém o solo mais equilibrado”, explicou.
Planta piloto foi instalada em área já minerada e recuperada. No futuro, local deverá abrigar planta indústrial de fertilizantes
Atualmente são produzidas 30 toneladas por mês na planta piloto e o nome do produto surgiu pela localização, em Candiota, no Pampa Gaúcho. “O Pampa Forte está sendo distribuído, divulgado no mercado, a partir da produção em escala piloto, que teve a unidade montada no fim de 2024, para que se pudesse levar ao mercado, aos institutos de pesquisa essa produção para demonstrar a eficiência do produto”, explicou o gestor.
PLANTA INDUSTRIAL
Segundo Felipe, a planta industrial está em fase de licenciamento de implantação e a expectativa da empresa a partir da do licenciamento ambiental é a implantação da indústria a partir de 2027, sendo concluída em meados de 2028. A planta piloto está localizada próximo a SSM, em Seival, interior do município e em área já minerada e recuperada ambientalmente. Possui dimensões de 10 x 15 m onde ocorre o processo de mistura do linhito com NPK para posterior granulação de forma a padronizar esse material para aplicação nas lavouras. “Já se tem a licença prévia, agora estamos trabalhando para licença de implantação. Hoje na fase piloto a produção mensal é de 30 toneladas e com a planta industrial, a produção mensal será de aproximadamente 55 mil toneladas ano na fase 1 e 10 mil toneladas ao mês na fase 2, o que nos dá em torno de 11 meses trabalhados e se chega a 110 mil toneladas ao ano, com cerca de 75 empregos diretos e, se somados aos indiretos, pode se chegar a 280 no total”, ressaltou.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA
O uso do carvão mineral, em abundância em Candiota, está nas tratativas para a ocorrência de uma Transição Energética Justa e a produção dos fertilizantes é considerada uma alternativa para o futuro da região e do Estado. “É uma grande oportunidade e de interesse da região em termos geração de emprego e renda não só para o município e região, como o Estado do Rio Grande do Sul. Não é o uso do linhito apenas para a geração de energia elétrica, também para outros fins, incluindo a redução de importação de matéria-prima mineral. A empresa vê com bons olhos esse projeto, o produto está alinhado com o plano nacional de fertilizantes e aguardamos as licenças para se obter a indústria e produção em grande escala”, finalizou.



