Sílvio Santos ao notar que alguém estava em dificuldades costumava contar a história do prisioneiro, do burro e do rei. A história tem tudo a ver com algo que digo faz tempo quando me encontro ou vejo alguém passando dificuldades, “dias de passar”. Na vida tudo passa.
Silvio contava de um prisioneiro condenado a morrer na manhã do dia seguinte. Da pequena janela de sua cela conversava com o único animal disponível, um burro, “É burrinho, vou morrer amanhá,,,”. O guarda notando que o prisioneiro falava com alguém questionou: – Com quem falas?
– Com um burro que está do lado de fora aqui perto.
Acrescentou, “Sou de uma família de encantadores de burros, todos sabemos fazer burros falarem, meu avô, meu pai e eu, entre outros”.
O guarda achou aquilo meio esquisito mas comunicou ao rei algo no mínimo inusitado.
O rei tinha um harém, dinheiro, castelos, propriedades, mas não tinha um burro que falasse. Aliás, não conhecia outro rei que tivesse. Mandou chamar o prisioneiro que contou a ele seus dons de família. Algo desconfiado o rei deu um ano para que ele ensinasse um burro a falar. Se não ensinasse, morreria. A notícia correu rápido.
Voltando à cela para pegar alguma coisa que lá havia ficado passou por um conhecido que disse “Eu sei que tu não sabes fazer um burro falar”. Ele respondeu
“Em um ano o rei pode morrer, o burro pode morrer, eu posso morrer, mas eu ganhei um ano”.
As relações neste mundão andam complicadas para todos os lados.
Depois de uma revanche sempre há quem queira uma próxima luta
No Brasil o julgamento de Bolsonaro e as mobilizações por anistia no Congresso, bem como as retaliações políticas dos Estados Unidos deixam o ambiente turbulento.
Nos Estados Unidos, Trump com sua política destrambelhada vê a China se aproximar da Índia, da Rússia, da Coréia do Norte, e fazer desfile militar de quem diz “Aqui tem bala na agulha”. Por outro lado, países do mundo inteiro querem se afastar do dólar e a influência americana do mundo fica menor a cada dia.
Sem poder se atrever com peixe grande, Trump manda bala (bomba) em barco da Venezuela, supostamente de traficantes. Matou onze, coisa pouca (para quem não morreu). Trump faz de conta que não sabe que o grande problema é o povo americano, o maior consumidor de drogas do mundo. Onde há consumo, há traficantes
Pelo mundo inteiro, vender armas continua sendo um grande negócio. Daí, os grandes vendedores de armas mantém as guerras..O resto é para ilustrar noticiários. Conversa.
O problema brasileiro é um bom termo para encerrar essa inhaca que está nas mãos do Supremo e do Congresso.
O Supremo não tem como não condenar os líderes, mas eu acho que a pena deveria ser pequena de forma que daqui a um ano, um ano e meio, os líderes já estejam em liberdade após cumprir parte da pena. Aos demais condenados pelo 8 de janeiro que já passaram um ano, dois, na prisão, uma anistia caía bem.
E bola pra frente. Depois de uma revanche sempre há quem queira uma próxima luta.
JÁ FOI CONTEÚDO NO IMPRESSO


